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Começou o Dance-Off Brasil, que vai eleger o melhor dançarino das favelas do país e distribuir R$ 100 mil em prêmios

Programa dirigido por Zé Ricardo e comandando por Roberta Rodrigues será exibido nas redes oficiais da Game XP, no TikTok e no YouTube.

Começou ontem, 05 de outubro, o reality Dance-Off Brasil, a segunda temporada do programa que vai eleger o maior dançarino das favelas do Brasil. Exibido nas redes oficiais da Game XP, no TikTok e no YouTube, o programa promovido pelo maior evento gamer da América Latina conta com 16 finalistas divididos entre as cinco regiões do Brasil. O reality será comandado pela atriz Roberta Rodrigues e vai ao ar toda terça-feira até o dia 2 de novembro, data da grande final. Entre selecionados para participar do programa, estão competidores com idades que variam de 22 a 37 anos, vindos das cinco regiões do país – de 16 favelas localizadas em 12 cidades e nove estados.

Dance-Off Brasil Foto: Reprodução
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O Dance-Off distribuirá R$ 100 mil em prêmios para todos os 16 participantes selecionados para participar do programa. O vencedor recebe o valor de R$ 30 mil. Do segundo lugar até o 16º, a premiação varia entre R$ 20 mil e R$ 2,5 mil. Com a direção de Zé Ricardo – diretor artístico do palco Sunset e do Espaço Favela do Rock in Rio -, o programa é apresentado pela Natura Humor, marca patrocinadora master.

A cada episódio, duplas se apresentarão para o júri técnico formado por Marivaldo dos Santos, e outros dois convidados. Entre os jurados previstos estão o rapper Xamã, o ator Bruno Garcia e a influencer e dançarina Ramana Borba. Junto a tudo isso, a expectativa de toda a organização é que o reality seja marcado por muita interação do público por meio da #DANCEOFFGAMEXP no TikTok, Twitter e Youtube. Alguns comentários aparecerão ao longo dos programas. Diversas dinâmicas, músicas e desafios serão propostos aos dançarinos como, por exemplo, a presença do game Just Dance, da Ubisoft, parceira de conteúdo do projeto. Natura Humor, marca que apresenta o concurso também terá um quadro responsável por dar uma nova chance e salvar um dos participantes eliminados.

Em 2020, o Dance-Off Brasil contou somente com participantes do Rio de Janeiro. Para este ano, a organização extrapolou os limites e convidou 300 bailarinos de todo Brasil com o objetivo de dar maior visibilidade e trazer oportunidade para talentos das favelas e periferias. Uma votação popular contou com mais de 2,4 milhões de votos e o público elegeu os 64 bailarinos que avançaram para a etapa seletiva, onde os jurados Serjao Loroza, Debora Lamm e Thiago Vianna escolheram os 16 participantes que participarão do reality show, que estreia hoje.

Conheça os perfis dos 16 finalistas:

Camila Leão

• Senador Canedo – GO
• 22 anos;
• Professora, coreógrafa, modelo, influencer e dançarina;
• Utiliza a dança de forma positiva na vida de crianças, jovens e adultos;
• Atualmente é bailarina oficial da cantora Daya Luz, mas já trabalhou com Mc Rebecca, Ludmilla, Mc Kevinho, além do artista internacional, Tyga;
• Já participou de competições, apresentações, espetáculos, incluindo o programa televisivo que foi ao ar Got Talent Brasil da Rede Record chegando até as semifinais.

Killder Alves da Silva

• Senador Canedo – GO
• 30 anos;
• Começou na dança clássica e contemporânea com 12 anos graças a uma bolsa que ganhou na escola;
• Leva o aprendizado para os jovens da comunidade;
• Já participou de competições, apresentações, espetáculos, incluindo o programa televisivo que foi ao ar Got Talent Brasil da Rede Record chegando até as semifinais.

Elivan Conceição

• Salvador – BA
• 29 anos;
• Reside no bairro da Liberdade, apontado pelo IBGE como bairro de maior população negra de Salvador;
• Órfão de pais separados e com sete irmãos;
• Passou fome e saiu de casa aos 18 anos com R$600 no bolso;
• 20 dias após a morte de seu pai (bebida) perdeu irmã (morte súbita) e mãe (vítima de AVC);
• Recorreu a arte como forma de superar e garantir futuro aos irmãos;
• Passagem em trabalhos como, Prêmio Multishow, Miss Bahia na TV Band, Clip “Xaxado do amor”, do Natiruts, “Sarau do Brown”, com Carlinhos Brown, “Clip com Café”, Attoxxá feat Psirico, “Encontro tropicais”, Gilberto Gil e BaianaSystem, e “Encontro tropicais”, Iza, entre outros.

Lety Correia

• Salvador – BA
• 37 anos;
• Casada e mãe de uma menina de 7 anos;
• Começou a dançar aos 7 anos numa escola da comunidade;
• Já fez diversos cursos de modalidades diferentes de dança;
• Já dançou com vários artistas do cenário musical brasileiro.

Thati Souza

• Salvador – BA
• 26 anos;
• Nunca fez aula de dança. Aprendeu em um grupo na igreja;
• Hoje faz trabalhos em eventos e participações em clipes;
• Tentou cinco vezes o Enem até conseguir entrar em Educação Física. Atualmente está no 7º semestre do curso.

Hainner Souza

• Lauro de Freitas – BA
• 26 anos;
• Primeiro contato com a dança foi em sala de aula com projetos da escola;
• Começou a trabalhar cedo e a dificuldade de ter aulas e fazer um curso profissionalizante dificultou a entrada na dança;
• Ativista LGBTQIA+ e Preto Periférico;
• Se considera um dançarino em desenvolvimento e é fã do pagodão de Salvador.

Bruno Auzier

• Belém – PA;
• Começou a dançar com 16 anos e antes disso era lutador de artes marciais (Kung fu e Boxe Chinês);
• Iniciou os estudos em danças urbanas sem muitas pretensões, porque havia passado na faculdade de educação física e os pais foram bastante resistentes com a dança;
• Possuí mais de 150 premiações de festivais de dança, dentro e fora do estado. As principais são: 4 títulos de melhor bailarino do estado e 1 título de melhor coreógrafo do estado;
• Já ministrou diversos workshops e masterclass para a Cia. de Honduras, workshop de jazz funk para o festival Baila, da Espanha, e workshop de jazz funk para o festival do Porto, em Portugal;
• Já fez abertura de shows de Pabllo Vittar e Glória Groove, em Belém, em 2018 e 2019;
• Fez um aniversário de 6 anos de idade com o tema inspirado no “É o Tchan”.

Jay

• 23 anos;
• Manaus (AM);
• Dança desde 2009 tendo começado na igreja;
• Entrou em uma escola de artes publica muito concorrida, mas em uma modalidade que não sabia o que era, danças urbanas. Acabou não tendo êxito, mas continuou tentando e buscando aprender sobre coreografia;
• Graduada em administração;
• Tem experiência em espetáculos, competições e battles de hip hop dance;
• Na pandemia, pelo motivo de estar tudo fechado dependeu do auxílio e a ajuda dos pais. Aos poucos Jay está voltando a dar aulas novamente e se dedicando ao seu grupo de danças urbanas.

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Sol Mourão

• 23 anos;
• Cidade: Juiz de Fora – MG;
• Sol é uma mulher trans ativista que luta diariamente por seus direitos, e está na luta para conscientizar as pessoas que estão ao seu redor;
• Sua transição é algo que sempre esteve em sua cabeça só que durante muito tempo ela não sabia lidar;
• Na pandemia, Sol deu início ao seu processo. Hoje ela faz terapia hormonal. Sua transição vem sendo tranquila com o apoio familiar, de seus amigos e alunos
• Começou sua trajetória na dança aos 11 anos;
• Coordenadora do projeto Remiwl Base que oferece aulas de Danças Urbanas com integração de outros serviços auxiliares para crianças, jovens e adolescentes;
• Fundou o coletivo Sobre(Viver) que tem como intuito promover o diálogo sobre as minorias sociais, além de promover eventos e produzir conteúdo digitais;
• Fundou também o evento “Projeto Urbano” que tem como intuito instigar a interação de jovens que participam de projetos sociais, trazendo o diálogo sobre as minorias.

Johnny Paulo

• 27 anos;
• Cidade: Rio de Janeiro;
• Começou a dançar fazendo balé em um projeto que tinha em um bairro com 8 anos;
• Pensou em parar, mas mãe incentivou e não deixou parar;
• Aos 13 anos vendia picolé pra poder pagar tudo ligado à dança;
• Saiu de Joinville para morar no Rio para ajudar a mãe financeiramente;
• Pensou em parar tudo na pandemia e último respiro é o Dance-Off;
• Coreógrafo também de escola de samba Bambas do Ritmo.

Bruno Loko

• 28 anos;
• Cidade: Rio de Janeiro;
• Começou com 13 anos sendo artista de rua para ajudar renda da família;
• Dançava nos sinais de trânsito e em vagões de trens e Metrô. Sem pessoas nas ruas por conta da pandemia teve que receber ajuda de cestas básicas, fralda e leite;
• Já participou de várias competições de dança nacional e internacional;
• Maior sonho é poder ter uma vida estável com a arte.

Gissauro

• 24 anos;
• Cidade: São Paulo;
• Iniciou na dança aos 8 anos;
• Giovanna produz “vídeos-dança” autorais;
• Seus pais trabalham com Brechós;
• Em 2020, Giovanna idealizou o evento MOVENDOBJETO que traz como proposta o estímulo da criatividade e experimentações.

Jivago

• 29 anos;
• Cidade: Uberlândia-MG;
• Começou a dançar em 2003 com 11 anos em um projeto da escola;
• Com 15 anos entrou para a Cia Profissional já embarcando em viagens pelo país (Rio de Janeiro e Mariana) e logo depois França, Bélgica e Escócia;
• Participou de uma apresentação em um castelo na Escócia para o Príncipe Philip;
• Já se apresentou em 14 países dentre eles: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Inglaterra, Israel, Austrália, dentre outros, além de diversas cidades do Brasil;
• Participou de programas de TV como Domingão do Faustão e TV Xuxa;
• Atualmente é fundador do projeto DCJ (projeto Dança com Jivago);
• Faz parte da Banda Baile na cidade onde trabalha com cerca de 500 crianças de 06 a 15 em ONGs nas periferias de Uberlândia.

Jennyfer Loren

• Curitiba-PR;
• 22 anos;
• Estudante de Educação Física na UFPR;
• Ligação muito forte com o pai esportista que tirou diversas crianças de situações de risco;
• Sofreu com depressão e tentou suicídio, e dançar foi o que manteve viva. Seu pai novamente ajudou;
• Quer ser bailarina de palco de grandes cantores e conseguir ser inspiração para outras pessoas;
• Atualmente é coreógrafa e professora de danças urbanas, modelo e influencer digital, com participação em videoclipes, shows e comerciais de televisão;
• Viajará pela primeira vez de avião para as gravações no Rio de Janeiro.

Gui Negão

• Começou atuando como bailarino de danças Urbanas em 2007 e como professor em 2012, desde então vem criando experiências em diversas modalidades;
• Filho de mãe solteira cresceu com mais seis irmãos;
• Vendeu rifas e realizou brechós para poder fazer curso em Los Angeles e se apresentar em San Diego. Em Las Vegas foi representante da seleção brasileira de Hip Hop;
• Ganhou uma Bolsa de estudos da mais conceituada escola de Dança do Mundo, a Movement Lifestyle;
• Coreografou alguns trabalhos para o Festival Internacional de Hip Hop;
• Já Participou de diversos vídeo clipes de cantores.

Kennedy Pierri

• Curitiba-PR;
• 23 anos;
• Foi perseguido em relação a orientação sexual. Acabou por fundar o projeto “Eu Sou Kennedy”, que aborda a comunidade LGBTQIA+, preta e periférica. Com o principal centro o abuso sexual ocorrido na sua infância;
• Atualmente é diretor da “Una Lgbt” e colaborador do Bloco Afro Pretinhosidade, aprendendo sobre raízes étnicas raciais pelo bloco e identidade de gênero e orientação sexual pela ONG LGBT, expressando simultaneamente arte;
• Acadêmico em dança pela FAP/UNESPAR;
• Bailarino e coreógrafo de danças urbanas dos cantores e compositores independentes Liphe Camargo e Day Paixão;
• Mestre-Sala em 2018 pela Escola de Samba Mocidade Azul, sendo a escola vencedora do ano, e Comissão de Frente por dois anos consecutivos (2019-2020) da Escola de Samba Acadêmicos da Realeza.

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