Politica

Como selecionar as candidaturas políticas que me representam?

Política a gente faz todos os dias. Os nossos corpos, a nossa existência é política. No período eleitoral, o chamado é para exercermos o nosso direito – historicamente conquistado – de selecionar pessoas para nos representar nos processos de elaboração de leis e políticas públicas com impacto nas nossas cidades, estados e país. 

Somos quase 200 milhões de brasileiros disputando os mesmos recursos, mas se a evolução, Deus e/ou o universo nos contemplou com um cérebro pensante, entendemos que é nossa obrigação provar que somos superiores à animais ou plantas por entender a importância de cada vida humana e assegurar a dignidade da sua jornada na Terra. 

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Por isso, para as eleições municipais que se aproximam, o nosso posicionamento é de que merecem ser eleitas candidaturas coerentes com a urgência de investir nas em cinco políticas: 

Acesso a internet é direito básico: construímos uma economia digital e do conhecimento que não pode reproduzir a lógica de marginalização histórica dos mesmo grupos sociais, como pessoas pretas e pobres. Com a crescente urbanização e digitalização da existência, o Brasil não pode ser um país em que 1 em cada 5 pessoas não têm acesso regular à internet, seja para pesquisar informações, circular pela cidade ou manter o contato com amigos, familiares e colegas de trabalho. Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, divulgada Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Redistribuição de renda & Renda básica para quem precisa: foram muitas as notícias nesta pandemia de como pessoas milionárias e bilionárias ficaram ainda mais ricas, enquanto milhões disputavam um auxílio emergencial de R$ 600,00 no Brasil, famílias entravam na miséria e as taxas de desemprego aumentavam. Sem uma circulação mais justa de recursos, não há poder de compra, direito de escolha, liberdade, autonomia ou saúde mental estável. O empoderamento econômico da população é essencial para que empreender, por exemplo, seja uma opção para todos e não uma necessidade. 

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Educação é tudo, sempre, principalmente a ambiental! Educar todos com qualidade é preciso para desenvolver seres humanos que analisam criticamente o seu contexto, e que sejam mais dignos de habitar a nossa casa compartilhada, que muitas vezes esquecemos ser o planeta Terra: único lar para 8 bilhões de vidas humanas! Qualquer candidatura que toque em questões ambientais merece ser eleita, pois nós não lembramos do meio ambiente, mas este sempre lembra da gente. Tá aí o frio extremo, o calor extremo, as queimadas, a crise de acesso à água e saneamento básico, e tantas outras vulnerabilidades climáticas e ambientais que impactam, acima de tudo, quem enfrenta mais desafios na vida pela sua cor de pele, local de origem ou identidade de gênero. 

Mulheres em cargos de poder: nosso sistema é de uma democracia representativa. Não podemos mais ser um país de maioria feminina (mais de 100,5 milhões de mulheres, segundo dados do IBGE), que tem mulheres como a maioria do eleitorado (pessoas aptas a votar), mas que conta com apenas 15%  de mulheres em cargos de tomadas de decisão sobre as políticas públicas que impactam as nossas vidas, segundo o Mapa da Política de 2019, elaborado pela Procuradoria da Mulher no Senado. 

Diversidade, reconhecimento e respeito aos Direitos Humanos: quem é consciente das discussões globais que resultaram no entendimento dos Direitos Humanos, pensa em gente. Suspeitamos também que são pessoas que seguem tentando desvendar o mistério de como, em algum momento, alguns seres humanos concluíram que pessoas negras, LGBTQI+, com deficiência, originários de um determinado local, ou fiéis de uma religião específica, por exemplo, não são “gente como a gente”. Então, candidaturas com essa visão tão óbvia – ainda que alvo de deslegitimação por vários grupos de poder – merecem ser eleitas. Somos 54 % de pessoas negras e pardas no Brasil e temos sim que estar no poder!

Praticar a empatia é urgente à nossa sociedade, para entendermos que um mundo saudável e sustentável nasce quando priorizamos o todo e não somente alguns indivíduos, mas a empatia jamais substituirá a vivência nos processos de elaboração de projetos de lei e políticas públicas. É preciso ir além da escuta ativa e participação social, e assegurar o protagonismo de mulheres, pessoas negras e de baixa renda, na geração de soluções aos nossos desafios de desenvolvimento. Esses são pensamento que devem nos acompanhar de agora em diante, na hora de pensar a política nesse país. 

Não sabemos de vocês, mas aqui no FA.VELA estamos todes firmes neste propósitos e  empolgadíssimos com as Eleições 2020! 

Material escrito por Tatiana Silva, cofundadora e diretora executiva do FA.VELA

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