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Do teatro ao grafite: Oficinas Culturais têm programação diversa em janeiro na capital paulista

Entre os destaques estão os ateliês de criação cênica que compõem o projeto “Didática da Encenação”, coordenado por Cacá Toledo, além de exposições sobre a cultura negra e a violência na sociedade.

As Oficinas Culturais, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, irão oferecer atividades variadas de modo presencial e virtual nas três unidades do programa que ficam na capital paulista (Alfredo Volpi, Juan Serrano e Oswald de Andrade). Toda programação é gratuita.

Visita guiada com a artista Bel Obaluânge Foto:Divulgação
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Na Oficina Cultural Oswald de Andrade, o teatro é a linguagem em destaque. Até o dia 22 de janeiro, profissionais e estudantes das artes cênicas (atores, bailarinos, performers, circenses, músicos e artistas visuais), de produção, iluminação, cenografia e preparação corporal, que tenham experiência em teatro, poderão se inscrever na oficina e ateliês que compõem o projeto “Didática da Encenação”.

Coordenado por Cacá Toledo, da Cia Aberta de Teatro, o projeto contempla a montagem de um espetáculo teatral a partir da integração de diversas oficinas, cada qual abordando uma área específica da criação cênica dentro de um projeto de encenação do texto teatral “A Morta”, de Oswald de Andrade. O projeto tem duração de 5 meses, com a temporada de estreia prevista para maio, ocupando, de maneira itinerante, os distintos espaços da Oswald de Andrade. Para saber mais sobre o processo de inscrição e seleção acesse o site das Oficinas Culturais.

Para quem prefere assistir, a partir de 24 de janeiro a Oswald de Andrade recebe o espetáculo teatral “Grão”, apresentado pelo Núcleo Macabéa. A peça acontece no chão estrelado, em que se ouve, ao longe, o vozeio afro-ameríndio de um menino errante que corre na imensidão, narrando a desventura de sua gente, encruzando os tempos na travessia, evocando terras e reminiscências nos espaços mais longínquos da memória. Apresentações presenciais de segunda a sexta, das 20h às 21h30, e aos sábados, das 18h às 19h30. Os interessados precisam retirar os ingressos com uma hora de antecedência.

Outro destaque da programação é a exposição presencial “Violência em Preto e Branco”, do artista visual Alvo. Composta por oito obras de materiais retirados da região têxtil no bairro do Bom Retiro, fotografias do processo, instalações com projeções mapeadas, telas de 50x60cm de pinturas em preto e branco e um curta-metragem sobre o cotidiano da violência doméstica da cidade de São Paulo, a exposição busca mostrar o que é nascer, viver e morrer sob a aba do machismo estrutural. A exposição pode ser visitada até o dia 5 de fevereiro.

Com foco na Cultura Negra, a Oficina Cultural Alfredo Volpi recebe até o dia 11 de fevereiro a exposição “Raízes – EwèEwè, Sem Folha Não Tem Essência”. As obras da artista Bel Obaluânge buscam mostrar a relação entre os orixás e a natureza e irão nortear outras atividades na Alfredo Volpi. No dia 22 de janeiro, às 15h, a atividade híbrida “Mitos de origens e seus encantos” convida o público a viajar pela obra de Bel Obaluânge através de cantigas e histórias sobre mitos de origem, ligadas à tradição oral da cultura de matriz afro-brasileira.

A proposta dessa atividade ocorre novamente, mas com foco nos Orixás, no encontro “Orixás e Natureza”, no dia 29 de janeiro, às 15h. Ambos os encontros contarão com a participação de um músico convidado e serão coordenados pela atriz Patrícia Ashanti. Além disso, interessados poderão participar de visitas guiadas pela própria artista à exposição nos dias 20 e 27 de janeiro, a partir das 15h.

Já na Oficina Cultural Maestro Juan Serrano, o workshop “Laços e Tiras”, realizado de forma híbrida (na Oficina Cultural e via plataforma Zoom), no dia 25 de janeiro, das 14h50 às 15h50, irá apresentar uma nova oportunidade para empreender na área artística com a confecção de laços e tiaras para adornar a cabeça. Com materiais próprios (Fitas coloridas; Bicos de pato para presilhas; Tiaras forradas; Linha de costura; Agulha; Materiais diversos para customização dos laços) ou kits retirados na Oficina Cultural, os participantes serão orientados a fazer manualmente laçadas e nós de diversos tipos utilizando fitas coloridas que irão compor seus acessórios de cabelo.

Outra atividade que ocorrerá na Juan Serrano é “Processo de Criação em Grafite”, também no dia 25 de janeiro, das 14h às 17h. Nessa atividade híbrida (na Oficina Cultural e Facebook), a artista visual Soberana Ziza propõe uma reflexão sobre a importância das mulheres na história do município. A artista visual irá retratar em um painel Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice, a primeira mulher a presidir uma escola de samba representando diversas mulheres, a Lavapés de São Paulo.

Ambas as atividades fazem parte do projeto 468 Anos da Cidade de São Paulo: Integração Cultural, ação da Oficina Cultural Maestro Juan Serrano com programação especial para o Aniversário da cidade de São Paulo.

A partir de 10 de janeiro, todos os visitantes dos equipamentos culturais gerenciados pela POIESIS deverão apresentar o passaporte da vacina com as duas doses. (Decreto 60.989 da PMSP).

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