Festival Bixanagô explora potencialidade da cultura LGBTQIA+ e amplia debate sobre identidades

O Festival Bixanagô – Empoderamento e Estética Negra chega a mais uma edição, totalmente online, com uma proposta multidisciplinar estimulando as potencialidades da cultura LGBTQIA+ com estética urbana e do universo periférico ampliando o debate sobre questões acerca das identidades étnico racial, de gênero e interseccionalidade.

Festival Bixanagô Foto: Reprodução
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Diante dos efeitos da pandemia que ainda recaem sobre as populações mais vulneráveis, o festival trará debates pertinentes sobre temas como sustentabilidade econômica e economia criativa nas artes, direitos e políticas públicas para população LGBTQIA+ e novas tecnologias para o controle da AIDS. Além de oficinas de economia de quebrada, cuidados e imunização pela boca, e uma exposição imperdível assinada por mulheres negras. A edição é contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC Expresso LAB) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e do Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc.

“Bixanagô é basicamente uma palavra que constrói a identidade de bixas pretas periféricas”, descreve o diretor geral e idealizador do festival, Marcelo Morais. De acordo com ele, a palavra “bixa” vem sendo ressignificada pela população LGBTQIA+ nos últimos anos e usada de forma mais positiva e genérica. Já “Nagô” faz referência à estética negra e à diáspora africana no Brasil. Uma das principais propostas do evento é trabalhar as linguagens da cultura urbana e os processos de resistência da comunidade LGBTQIA+ a fim de convergir estéticas e ações.

Spartakus Santiago durante o Festival Bixanagô de 2019 Foto: Reprodução

De maneira online, o festival estreia sua mais nova edição em 21 de março, data marcada pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial decladrado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1993 como alusão ao massacre de Shaperville, na África do Sul, na década de 1960. Na época, 180 jovens negros e sul-africanos foram assassinados pelo governo federal em uma manifestação pacífica contra o sistema político de segregação vigente, regime conhecido como apartheid. Como gesto de saudação e continuidade histórica do movimento de luta dos jovens antirracistas de Sharperville, o festival direciona sua programação para ações que valorizem a produção artística e deem ferramentas para a resistência das populações minorizadas.

A nova edição acontece nos dias 21, 25, 26 e 27 de março com uma programação focada na cultura urbana e em suas diferentes manifestações além de rodas de conversa. Entre os temas estão a criminalização da cultura e das identidades periféricas; os direitos e as políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+; sustentabilidade econômica e economia criativa nas artes; ISTs, transmissão e prevenção; e prevenção combinada – novas tecnologias para o controle da AIDS.

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Chamada para showcases

Para os quatro dias de Festival Bixanagô estão abertas inscrições para showcases de música e dança com o intuito de dar visibilidade a novos talentos da cena independente. Com curadoria da cantora Jup do Bairro e do social media Ezio Rosa, os showcases terão duração de 20 minutos e serão transmitidos antes dos shows principais. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de fevereiro e há uma ajuda de custo de R$ 800 para os participantes. As gravações acontecem em estúdio na cidade de São Paulo nos dias 3 e 4 de março, com horário previamente agendado. 

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