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Doralyce faz show de lançamento de novo álbum com ritmos latinos e brasileiros, letras de cunho social, político e afetivo

O novo disco mostra a versatilidade da artista, que caminha entre o pagode, trap, samba e funk, ao mesmo tempo que traz a potência da musicalidade das mulheres pretas, nordestinas e fora do padrão.

No dia 27 de maio (sexta-feira), às 21h30, a ativista, cantora, compositora, atriz, empresária e feminista pernambucana Doralyce apresenta, na Comedoria do Sesc Pompeia, Dádiva, seu terceiro álbum autoral gravado em estúdio. Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020, o disco conta com 13 faixas, entre inéditas e remixes, com ritmos latinos e brasileiros, que caminham do pagode ao trap e do samba ao funk, revelando a versatilidade da artista.

Doralyce Foto: Lil Oliveira
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A realização do mais novo trabalho é da Colmeia 22, com produção musical de Doralyce e dos produtores Chris beats ZN, VilãoduBeat, Felipe Pomar, Lacerda, Marcelo Delamare e Erica Silva. Os responsáveis pelos remixes são Chico Correa e Luana Flores. As participações especiais estão por conta das rappers Preta Rara e Bione, das paraenses Luê e Amanda Pacífico, da potiguar Luisa Nascimento e do rapper paulista Edgar, o novíssimo.

Dádiva

Dádiva aborda a potência da musicalidade das mulheres pretas, nordestinas e fora do padrão, valorizando a intelectualidade do legado ancestral preto. “É para mexer o corpo e a mente juntos”, afirma Doralyce. As composições são de compromisso intelectual, com narrativas de cunho social, político e afetivo, e estimulam a criatividade.

A canção que dá nome ao álbum carrega o significado da palavra, de origem grega, Dora, que quer dizer dádiva, o presente, o agora – conceitos perceptíveis em toda a produção. Nesta música, a artista constrói um imaginário simbólico disruptivo: tira a mulher preta da base da pirâmide social e a coloca como Diva, mostrando o empoderamento feminista afrocentrado.

Doralyce, que já tem um trabalho ideológico e político, faz análise de conjuntura na inédita Terreno Fértil, com suingue latino abolicionista, que anuncia a “revolta dos oprimidos” e traz referências de tambores e sopros.

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Na também nova Batida Salve Todes, um afropop com influência da música pernambucana, que traz uma análise de conjuntura para reflexão decolonial, a cantora cita uma grande referência para a sua obra: Milton Santos, um dos mais renomados intelectuais do Brasil no século 20 e um dos grandes nomes da renovação da geografia na década de 1970.

Percebendo a música como instrumento de comunicação para além do entretenimento, Doralyce a utiliza como um meio educativo. “As canções mostram a diversidade de interpretações e composições que caminham por afeto, amenidades, ancestralidade, perspectiva crítica e quebradeira, porque revolução se faz dançando e cantando”, acredita. “É arte como instrumento de informação e afeto como tecnologia de emancipação e liberdade.”

SERVIÇO:

Rumos Itaú Cultural 2019-2020

Projeto DASSALU: da descolonização ao afrofuturismo

Show de lançamento do disco Dádiva

De Doralyce

Dia 27 de maio (sexta-feira), às 21h30

Classificação indicativa: 18 anos

Local: Comedoria do Sesc Pompeia

R. Clélia, 93 – Água Branca

São Paulo (SP)

Ingressos:

R$ 12 / R$20 / R$40

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