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Afro Esporte é uma das 8 selecionadas pelo desafio Like a Woman

Arena Hub anuncia as oito startups selecionadas para o desafio Like a Woman e reforça que as mulheres estão prontas para entregar inovação ao mercado esportivo brasileiro.

A desigualdade de gêneros no ecossistema de inovação brasileiro se reflete no número de fundadoras de startups. De todo o mercado, apenas 4,7% são fundadas exclusivamente por mulheres, segundo o estudo “Female Founders Report 2021”, elaborado pelo Distrito em parceria com a Endeavor e a B2Mamy. A LAVCA faz uma lista anual com os principais nomes na América Latina e tem sinalizado um crescimento ao longo dos anos, mas a presença feminina ainda é muito baixa.

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No esporte, este cenário é ainda mais notável.  No futebol mundial os homens ocupam 88% do total de posições-chave. No Brasil, eles também predominam em cargos de liderança: são mais de 80% em posições de gestão. Diante desta estatística, o Arena Hub – maior centro de fomento à inovação e empreendedorismo esportivo – desenvolveu o desafio Like a Woman, patrocinado pela Ambev e Brahma, com o apoio do Sebrae e da EY.

Para Raquel Teixeira, sócia da EY Private e líder dos programas Empreendedor do Ano e Winning Women Brazil, o caminho para equidade de gênero no mercado de trabalho é um movimento que precisa ser acelerado no Brasil. “Existe um longo caminho a ser percorrido, ainda mais quando olhamos para o mercado esportivo e tecnológico, e são projetos como o ‘Like a Woman’ que ajudam a diminuir esta desigualdade. Ao fomentarmos o desenvolvimento das lideranças femininas no meio corporativo, conseguimos aumentar a presença das mulheres em cargos estratégicos em todos os ambientes. O apoio da EY neste projeto está diretamente atrelado ao nosso propósito de ajudar a construir um mundo de negócios melhor, e dessa forma fortalecendo o empreendedorismo feminino no Brasil”.

Direcionado às empreendedoras e líderes de startups que desenvolvem soluções para a indústria esportiva, a iniciativa recebeu 28 inscrições de seis estados brasileiros – São Paulo (16), Rio de Janeiro (5), Paraná (3), Minas Gerais (2), Bahia e Rio Grande do Sul.(1) – e com diferentes teses de trabalho. As oito selecionadas para a etapa de mentorias e meetups, em um ambiente favorável à troca de conhecimento, além de outras iniciativas para fortalecer ideias e amadurecer projetos, são:

Afro Esporte – A startup tem à frente Mia Lopes e é direcionada à Mídia e Conteúdo. Sediada em São Paulo (SP) é um laboratório de conteúdo com foco em resgatar a história de atletas negros e negras no esporte. Direciona atletas negros, negras, LGBTQIA+ e projetos sociais para o melhor uso das redes sociais como um espaço para gerar renda e alcançar visibilidade por meio da produção de conteúdo.

Biotechbras – Liderada por Carolina Moreira, é direcionada à tese de Impacto Ambiental e sediada em Salvador (BA). O modelo de negócios consiste na criação de baterias para carros elétricos. Os produtos são feitos com biogás, que tem como condutor o hidrogênio. O hidrogênio fornece eletricidade e gera energia para movimentar o carro. As baterias são inovadoras, orgânicas e não poluentes, com custo mais acessível e com menos danos ambientais.

Book’nPlay – A startup tem à frente Clarissa Carvalho é direcionada à Inteligência de negócio e sediada em Santo André (SP). Por meio de uma plataforma os usuários têm acesso a uma maior variedade de quadras e locais para a prática esportiva. Facilita as reservas online, incentiva o convite entre os usuários para desafios em um jogo ou localizar outros jogadores com perfil similar para combinar partidas entre si.

NeuroEsporte – Larissa Zink lidera o time da startup direcionada a Performance Humana e localiza-se em Campinas (SP). Como objetivo, visa melhorar a performance esportiva dos atletas por meio de treinos cognitivos. Usa conhecimentos da Neurociência e tecnologia importada dos EUA e Europa para melhores resultados.

Soul Brasil Esportes – A executiva Maria Teresa de Medeiros é uma das gestoras da startup direcionada à Inteligência de Negócio. Sediada em Curitiba (PR), planeja ser o primeiro ecossistema esportivo focado 100% no atleta e reunindo atletas, prestadores de serviços e curadoria de conteúdo. Ao reunir diversas funcionalidades e interagir com esses players em uma plataforma SaaS, irá acumular dados e, consequentemente, oferecer ferramentas escaláveis baseadas nas principais necessidades identificadas. Os atletas poderão analisar seus resultados esportivos e definir objetivos e metas embasadas em seu próprio desempenho. Gráficos analíticos e conteúdos darão suporte a essa autogestão.

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SporTI – A startup sediada em Belo Horizonte (MG) é liderada por Sandrelise Gonçalves Chaves. É uma plataforma de gestão e marketing esportivo, que automatiza processos e usa inteligência de dados em competições e escolas de esportes.

Troca de Borda – Tendo à frente Thamiris Costa Tavares e sediada no Rio de Janeiro (RJ), é direcionada à Inteligência de Negócio. É uma plataforma de classificados de produtos e serviços do mundo do surf. Para 2022, o objetivo é transformar o site em um Marketplace de nicho, voltado para os negócios do surf.

Zoe’s Eco Energy – Sediada em Barretos (SP), tem à frente Juliana Luciano dos Santos. A startup de Impacto Ambiental é um novo modelo de produção sustentável para gramados sintéticos impressos por meio da tecnologia 3D com polímeros de microplástico retirados dos oceanos pelo método de filtragem e captação.

Premiação

Ao participarem do desafio Like a Woman, as executivas terão apoio de profissionais experts em empreendedorismo, inovação, tecnologia e esportes que fazem parte dos times do Arena Hub, da EY e do Sebrae. As três primeiras colocadas, terão posição no Arena Hub; Mentoria individual em modelagem, validação, estratégia produto, marketing, vendas, finanças e gestão com especialistas em startups; Networking com a rede de associados e entidades esportivas do Arena Hub e entre os participantes do programa para facilitar criação de parcerias e o processo de validação da startup; Acesso a uma rede de Mentoras do Programa EY Entrepreneurial Winning Women Brazil, realizado pela EY; Apresentação da startup para empresas parceiras da EY e do Arena Hub.

“Diante de outras iniciativas e projetos, ainda é um número pequeno de inscrições, mas isso se dá porque as mulheres ainda não recebem o apoio e suporte ideais para desenvolver seus projetos. Elas têm muito a agregar para a indústria esportiva, potencializar negócios e solucionar necessidades do ecossistema. Para o cenário que conhecemos, de minoria feminina em cargos de liderança e, principalmente, no esporte, é muito importante dar visibilidade aos negócios comandados por mulheres, incentivar novas ideias e gerar novas oportunidades e troca de conhecimento. Esse é o nosso objetivo com as participantes do desafio Like a Woman”, explica Fernando Patara, head de inovação do Arena Hub.

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