Entrevistas Musica

“TBT (Várias Como Você)”: Adrian Jean e MC Du Black estreiam parceria com mistura de R&B e funk

Em parceria com produtores de Anitta e Luísa Sonza, cantores misturam referências musicais em nova faixa.

No primeiro minuto do dia 19 de novembro, o cantor estadunidense de pop e R&B Adrian Jean une-se a MC Du Black – conhecido no cenário do funk nacional e dono dos hits “Gaiola É o Troco” e “Tudo Aconteceu” – no lançamento de “TBT (Várias Como Você)”. A mistura de estilos dos dois artistas rendeu um som com fortes inspirações do pop e do funk melody, contando também com melodias inspiradas pelo R&B.

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A canção foi produzida pelo próprio Adrian, ao lado dos Los Brasileros, que já assinaram trabalhos de grandes nomes – entre eles, Anitta (no álbum “Kisses”), Luísa Sonza e Vitão (“Flores”) e Jão (no álbum “ANTI-HERÓI”).

A letra fala sobre um tema corriqueiro no trabalho dos artistas: relacionamentos complicados. Sobre a parceria com Du Black, Adrian comenta: “Passamos horas batendo papo, rindo muito, antes mesmo de irmos para o estúdio. Foi um momento incrível, porque conseguimos nos sentir à vontade um com o outro antes de fazermos arte juntos, antes de revelar nossa vulnerabilidade”. Não é a primeira vez que Adrian trabalha com músicos e equipes brasileiras. O fenômeno do TikTok – com 25 milhões de visualizações – e apaixonado pelo Brasil já fez parcerias com Carol Biazin, Ebony e YOÚN.

O Cultura Preta entrevistou os cantores, confira:

Como é sua relação com a música brasileira e como ela te influencia?

Adrian Jean: Eu escuto muito música pop e música funk brasileiras, como Emicida, Ludmilla e tudo de pop… E eu estudo melodia e tipo de beat que os brasileiros gostam. Quando eu saio nas boates eu escuto quem está tocando – como Gloria Groove e HITMAKER -. Estudo muito a música de vocês e gosto muito. Quando eu entro para criar música, não tem que trocar muito o sentimento: seja pop, funk ou R&B o sentimento é o mesmo, tem que colocar todo seu coração, sua vulnerabilidade. Tem que estar aberto totalmente. Com essa música com o Du Black, eu perguntei se poderia colocar minhas melodias de pop e R&B e eu queria muito também um tipo de beat de funk. Amo a cultura brasileira, eu fico aqui muito tempo, acho que esse ano eu passei seis meses no Brasil. Sou apaixonado pela cultura, pela paixão que as pessoas têm – é bem diferente dos Estados Unidos, que estamos um pouco frios de sentimentos. Aqui todo muito está aberto, essa é uma das partes que eu mais gosto daqui.

Adrian Jean Foto: Caio Duran

Dois ritmos icônicos e tradicionais da cultura negra como o funk e R&B são as bases deste som, como e criar uma faixa tao representativa como está?

Du Black: É muito legal poder contribuir numa faixa tão importante como essa e dentro do funk. Essa mistura do funk com o R&B – R&B que considero hoje como música popular brasileira, acho que se engloba bastante como nova música popular brasileira. Eu ouço muito R&B também, desde os mais novos até os mais antigos. Eu escutei bastante Seu Jorge, que é um ícone da música popular brasileira nacionalmente. Gosto muito do Luccas Carlos, um dos primeiros dessa nova geração que eu me identifiquei com o R&B. E no funk eu tenho trilhões de pessoas para falar… Mc Marcinho, uma das primeiras inspirações, Claudinho e Buchecha, Mc Sapão… Eu uso como roupagem para começar a compor, então você ter essas referências e poder fazer parceria justamente com um cara que é dessa linhagem do R&B, que é o Adrian, e eu que uso essa linhagem do R&B mas canto funk e ter essas referências diz muito do que a música conta, da história que a música conta. Eu tenho certeza que as pessoas quando escutarem vão sentir o que a gente quis passar e vão se identificar com as referências que a gente tem. É muito legal ter participado dessa faixa, é muito legal essa possibilidade de passar para o público toda essa vibe dessa mistura desse gênero funk e R&B. Espero que todo mundo escute, se identifique e se apegue se alguma forma a essa música que eu, particularmente, gostei demais. seria esse feat. Facilitou bastante quando ele trouxe essa vibe que eu já tenho. A gente se conheceu em São Paulo um dia antes de gravar a música, eu não estava com a minha parte feita ainda.

MC Du Black Foto: Caio Duran

Conversamos bastante. Pessoalmente a gente conseguiu entender mais um do outro e no dia não foi nada difícil colocar letra nessa melodia que já era bem confortável para mim. Só precisei de ajuda com tradução para continuar o assunto que ele começou. E que assunto bom demais: relacionamentos. Coisa que já costumo escrever nas minhas músicas. Foi gratificante demais ter entrado no feat com ele, um cara que me identifiquei demais na música, estudioso, uma voz presente, um artista negro. Foi muito legal, interessante demais o processo de criação. Nunca tive isso com outro artista, foi a primeira vez e por ser gringo foi de longe a coisa mais diferente que já fiz dentro da música.

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Falem sobre a criação da música, como foi este processo?

Adrian Jean: A criação foi interessante. Foi criado totalmente em três dias antes da pós-produção. Começou com eu e os Los Brasileros brincando com os instrumentos, tocando piano e violão. Foi mágico, porque nos primeiros quinze minutos a gente teve a melodia. Foi o Danilo que tocou o violão e eu falei para gravar no momento que ouvi. Comecei escrevendo o refrão com essa melodia e no dia seguinte fui escrevendo versão, melodia do Du Black, ponte… O terceiro dia foi junto com o Mc Du Black: ele só teve quatro horas no estúdio para gravar e escrever a parte dele, então foi interessante. Foi ótimo! Eu perguntei se ele poderia chegar na noite anterior e assim nos conhecemos pessoalmente, conversamos. Isso quebrou o gelo. Foram três dias e todos gostamos do resultado.

Mc Du Black: A música começou com o Adrian. Ele estudou bastante meu lado artístico e meus maiores sucessos – “Gaiola É o Troco”, “50 Tons” e “Tudo Aconteceu” – e pegou bastante a vibe dessas músicas. E, com identidade própria dele, misturou o que ele tem de melhor e o que eu tenho de melhor. Ele começou a escrever. Bem antes disso a gente estava conversando pelo Whatsapp, falando como seria esse feat. Facilitou bastante quando ele trouxe essa vibe que eu já tenho. A gente se conheceu em São Paulo um dia antes de gravar a música, eu não estava com a minha parte feita ainda. Conversamos bastante. Pessoalmente a gente conseguiu entender mais um do outro e no dia não foi nada difícil colocar letra nessa melodia que já era bem confortável para mim. Só precisei de ajuda com tradução para continuar o assunto que ele começou. E que assunto bom demais: relacionamentos. Coisa que já costumo escrever nas minhas músicas. Foi gratificante demais ter entrado no feat com ele, um cara que me identifiquei demais na música, estudioso, uma voz presente, um artista negro. Foi muito legal, interessante demais o processo de criação. Nunca tive isso com outro artista, foi a primeira vez e por ser gringo foi de longe a coisa mais diferente que já fiz dentro da música.

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