Musica

Rapper Lage muda nome artístico para Onã e aposta no Trap

Cria da Baixada Fluminense se reinventa na indústria musical e adota nome que remete à ‘abertura de caminhos.

Atualmente morando no Centro de São Paulo e se reinventando na indústria musical, Onã – nome que remete a abertura de caminhos -, é nascido e criado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, por uma família de sambistas. Com grande influência do seu avô materno Viludinho, compositor de sambas-enredo, Onã se tornou músico percussionista e compositor, e hoje aposta na transição para a Trap Music, após desbravar o Rap sob o nome Lage, emplacando sucessos como Juntos Com Os Meus e Um Minuto e Tal.

Onã Foto: Dachvva
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O músico, que na época em que atuava como percussionista dividiu o palco com grandes nomes da música, como Almir Guineto, Reinaldo, Leandro Sapucahy, Alceu Valença, Milton Nascimento, Criolo, além de ter cantado em grandes palcos, como Casa Natura Musical, Circo Voador, Sesc Pompeia e Centro Cultural Rio Verde, considera que, apesar de toda a sua experiência, uma das maiores conquistas da sua carreira está em poder homenagear o seu avô Viludinho, ainda em vida.

“A minha história começa vendo meu avô Norival Fidelis, conhecido como Veludinho Compositor pela galera do samba do Rio de Janeiro, mas principalmente de São João de Meriti. Aprendi a fazer música com ele, vendo ele compor, vendo ele ser campeão de samba-enredo. Há pouco tempo eu regravei um samba do meu avô, com participação dele e da minha mãe, que é um single que eu lancei há um tempo atrás, que se chama “O Circo”, presente em todas as plataformas digitais. Então, poder homenageá-lo em vida é uma das minhas maiores conquistas. E vem mais homenagem por aí no meu novo disco, onde a última faixa se chama “Flow Neto do Veludinho”, e que também conta com a participação dele”, conta Onã. 

Interessado por temáticas como paternidade, política, moda, espiritualidade e cultura, o artista acredita que a música salvou a sua vida. “Só por ser uma pessoa preta e estar vivo com 34 anos de idade, ter cruzado a barreira do jovem negro que morre antes dos 29, já me faz um Ser Político no automático. Mas, o samba e o rap fizeram uma revolução na minha vida, principalmente para eu saber me posicionar”, relata o artista.

Se reinventando na indústria musical, o artista vivenciou as dificuldades impostas ao setor cultural pela pandemia, principalmente para conseguir pagar as contas e focar em sua produção musical. O lançamento do EP AFROMANOTROPICAL está previsto para novembro e o artista também está esperançoso com a retomada dos eventos em 2022, aliada ao avanço da vacinação. Para o próximo ano, Onã planeja fazer muitos shows e lançar, no primeiro trimestre, o EP ‘Quer Namorar Comigo?’, com influências do rap e da trap music.

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