Musica

Larissa Luz traz a fé e a arte como fontes de força em “Cante Pra Chamar”

Novo single chega em colaboração com o projeto Rumpilezzinho.

“Quando esse mundo palpável está pesado, denso demais, crer que existem forças para além deste plano que fazem as coisas acontecer é a saída”. Essa é a concepção que Larissa Luz propõe em seu novo single, “Cante Pra Chamar”. Em parceria com o laboratório musical Rumpilezzinho, do maestro Letieres Leite, a cantora, compositora, curadora, produtora, ativista, atriz e empresária evoca o sentimento de fé para atravessar tempos difíceis na canção composta “no auge da pandemia”, como ela conta.

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O encontro entre fé e arte foi o impulso de Larissa Luz para a composição da letra de “Cante Pra Chamar”. Nos versos da faixa, a artista busca forças em suas crenças e traz o próprio fazer artístico como válvula de escape de suas percepções e também como fonte de persistência. “O isolamento social trouxe um momento de olhar muito mais para dentro de mim e tentar achar caminhos para atravessar essa fase de uma forma um pouco mais tranquila”, comenta Larissa sobre a sensação que despertou a necessidade de unir o universo que alimenta suas crenças à arte. “Essa música é a junção dessas duas coisas. A minha devoção em relação à arte veio como uma parceira para que eu me mantenha saudável mentalmente e também com a fé, que não me deixa sucumbir”, conta.

A força do acreditar se faz presente também a partir de uma fala de uma ilustre figura que foi inserida na obra: Makota Valdina, uma das principais ativistas contra o racismo e intolerância religiosa no Brasil. Durante sua vida, a pensadora e ativista recebeu prêmios como o Troféu Ujaama, do Olodum, Troféu Clementina de Jesus, da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), e foi condecorada como Mestra Popular do Saber pela Fundação Gregório de Matos.

Larissa Luz Foto: Caio Lírio
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Para adicionar ritmo à faixa que reúne saberes e expressões culturais populares, Larissa Luz contou com a colaboração do projeto Rumpilezzinho na construção da sonoridade de “Cante Pra Chamar”. “Eu já sou parceira de Letieres há um tempo. A gente se conheceu, musicalmente, há muitos anos. Ele já fez participação em um show meu, eu já cantei com a Rumpilezzinho e com a Orkestra Rumpilezz, fui a muitos shows e me emocionei muito com eles”, declara a cantora sobre a relação com Letieres, idealizador dos projetos destacados por ela e companheiro de Larissa no espetáculo teatral Elza, musical em que foi diretor musical.

A inspiração surgida em contexto de isolamento social também se traduziu no registro audiovisual da faixa, que contou com uma equipe de mulheres, liderada por Juh Almeida. A fim de refletir possibilidades visuais realistas e fiéis ao momento em que “Cante Pra Chamar” nasce, a artista baiana aprofunda sua pesquisa em relação a formas de produzir conteúdo visual com recursos reduzidos. Os elementos de religiões de matriz africana que permeiam o videoclipe, unidos à estética mais cotidiana, são o caminho pelo qual Larissa busca despertar no público o sentimento de fé que ela mesma carrega e que desperta a obstinação. “Nem tudo é sobre recursos ou sobre ferramentas em si. Muitas coisas são sobre o olhar e a percepção e a música é uma delas”, finaliza Larissa.

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