Musica

Em tempos pandêmicos, DJ Grace Kelly celebra o autoafeto como potência de liberdade e amor próprio em sua nova musica

DJ traz 2 lançamento no ano.

Grace Kelly, baiana arretada e berlinense por amor há 25 anos, toca corpos e corações através de
suas músicas enriquecidas pelas suas experiências de pessoa queer, negra, viajante, sapatão,
macumbeira. Política em movimento! Potência que já moveu corpos em Mykonos, Bali, na GrãBretanha, Itália, Marrocos, Polônia, Luxemburgo, Brasil, Suíça, Áustria, Israel e nos Países Baixos.
São mais de 20 anos de carreira, misturando música afro-brasileira e latinoamericana com electro
e house, breakbeats orientais e ritmos do leste europeu. A DJ lançou dia 12 de junho MOUSSY; sua
nova música, que nasceu em uma tarde de pôr do sol em Berlim. Ao ouvir uma amiga dizer que
estava “toda cremosinha, como um mousse”, ela teve a certeza que isso viraria música.

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MOUSSY convida o corpo a movimentos poderosos, por meio das influências do miami bass e do
funk melody. Grace atualiza as batidas dos bailes funk anos 90, como o inesquecível Furacão 2000,
onde estrelas como Anitta começaram, e nos lembra de celebrar nosso poder e a liberdade de se
amar e viver nossos corpos com diversão. “É sobre a gente se achar mesmo, tipo a gostosona
dona da porra toda. É sobre empoderamento e autoafeto!”
, celebra Grace.

A pandemia impulsionou um momento de revisão de carreira e o investimento em projetos mais
ousados para Grace. “Um momento de renovação, de produzir com tempo para poder me
concentrar no lado criativo, onde sempre quis chegar”
, diz Grace ao comemorar sua nova fase que
vai além da produção de suas músicas, agora também na direção de seus videoclipes.

DJ Grace Kelly

Recentemente, Grace também lançou PPK, um hit com graves fortes – presentes tanto nas
referências da música eletrônica alemã quanto nos clássicos do Baile Funk com Deize Tigrona e
Tati Quebra Barraco, além de drops colossais, que reforçam a raiz baiana de Grace com o
pagodão.

MOUSSY define um momento auge na carreira de uma mulher negra e queer que ousou realizar
o sonho de conhecer o mundo para além da Chapada Diamantina, onde nasceu. Grace Kelly ouviu,
traduziu e conquistou o mundo ao elevar a música como ferramenta política de visibilidade em
experiência de registro, legitimação e potencialização de corpos e prazeres. “Neste momento de
pandemia, precisei trabalhar muito minha autoestima. Aí pensei como quantas outras manas
poderiam estar assim também”, afirma Grace sobre a importância do cuidado coletivo como
ferramenta poderosa na construção de identidades, como ela faz com a música

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Grace mostra que ser parte de um conjunto de “minorias” traz uma série de definições sociais,
mas nenhuma delas a limita. Além da música, ela participa ativamente de coletivos políticos, organiza parada queer e desdobra sua arte em transformações sociais inclusivas para quem
necessita do olhar atento da política como forma de diálogo. Grace caminha bravamente na
direção de um horizonte mais acolhedor para os que vêm depois como forma de dedicar um
presente de lutas a futuros mais possíveis e plurais.

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