“Somos Todos Alvos Aqui” traz para o debate violência policial e perspectivas sobre raça

Para muitos, furadeira, guarda-chuva e até microfone são apenas objetos comuns. Para outros, eles são objetos que podem lhe tirar a vida. A força das fotografias de Rogério Vieira apresenta um Brasil que sobrevive e busca apenas viver. Elas fazem parte do ensaio fotográfico “Somos Todos Alvos” do FESTIVAL PHOTHOTHINGS que está com sua exposição fotográfica online.

Ensaio “Somos Todos Alvos” Fotos: Rogério Vieira
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Com a proposta de estimular a produção fotográfica nacional, 20 ensaios fotográficos foram selecionados pelo júri nacional e internacional. O FESTIVAL PHOTOTHINGS é dedicado aos artistas visuais que têm a fotografia como suporte para o seu trabalho.  “Fiquei surpreso em ser um dos selecionados de 2021. Ter o meu projeto avaliado e escolhido por júri internacional é muito gratificante”, contou Rogério Vieira.

Embora a temática para participação fosse livre, o confinamento causado pela pandemia, o racismo e a desigualdade social foram os temas mais abordados. A exposição do FESTIVAL PHOTHOTHINGS está disponível no  site www.photothings.com.br e na plataforma virtual do Metrô de São Paulo, disponivel aqui.

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Foi a partir das recomendações de sua mãe que Rogério se inspirou a fazer este ensaio. Há 30 anos que ela diz sempre as mesmas coisas quando o vê sair: “Toma cuidado com a polícia, olha o que está acontecendo. Você vai sair, leva o documento e o holerite. Toma cuidado na rua!”  Assim como a mãe de Rogério, são muitas as mães que alertam seus filhos ao saírem de suas casas diante a realidade estrutural que vivem.

Fotos: Rogério Vieira

Para a idealizadora do FESTIVAL, Marly Porto, o projeto amplia o espaço para fotógrafos que buscam a inserção neste mercado. “A análise dos trabalhos recebidos reflete as angústias e esperanças do momento atual e comprova nossa percepção sobre a ausência de espaços para acolher uma vasta produção artística nacional”, contou.

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Além deste ensaio que nasce com a intenção em manter o debate sobre violência policial viva, a mostra virtual, concebida em parceria com a artista sonora Luisa Puterman, procurou fugir do modelo tradicional de reproduções das obras que lembram uma apresentação de PowerPoint, ou das visitas a exposições em 360 graus, que em tempos de confinamento, tornaram-se comuns.

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