Empreendedorismo Negro

Wellington Vitorino é aprovado no MBA do MIT, nos EUA

O empreendedor conta com o valioso apoio de lideranças do mundo dos negócios como o empresário Jorge Paulo Lemann, da Ambev.

O brasileiro Wellington Vitorino tem apenas 26 anos e há 5 fundou o Instituto Four, que através do programa ProLíder forma uma nova geração de líderes e empreendedores – assim como ele – com perfis diversos para mudar os rumos das empresas, da sociedade e da política no Brasil. Hoje, o ProLíder se consolidou como o maior programa de formação de lideranças do Brasil e está com inscrições abertas.

Foto: Reprodução

Nesta semana, o jovem recebeu uma das notícias mais empolgantes de sua história de superação e sucesso: seu nome estava na lista dos aprovados para cursar MBA no MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos), uma das instituições de ensino mais respeitadas do mundo dos negócios.

Vitorino será o primeiro brasileiro negro a fazer parte desse seleto grupo e o segundo a conquistar uma vaga no M7, grupo das melhores universidades do mundo, que englobam MIT Sloan (MIT), Harvard Business School (Harvard University), Stanford Graduate School of Business (Stanford University), Columbia Business School (Columbia University), Booth Business School (Chicago University), Wharton (University of Pennsylvania) e Kellogg (Northwestern University).

“Estou extremamente orgulhoso da minha aprovação no MIT. Este é um feito histórico, que nos mostra como a educação pode nos levar a qualquer lugar! Quero trazer conhecimento e dar suporte aos meus semelhantes para que eles alcancem seus sonhos também”, conta Wellington.

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Estudante e empreendedor

Nascido em São Gonçalo, sentiu sua veia empreendedora pulsar desde muito cedo. Era uma criança visionária: aos oitos anos, teve a primeira experiência de trabalho, vendeu bolinha de gude e picolé na porta de casa e chegou a coletar materiais recicláveis para vender. Aos 12 anos, amadureceu vendendo picolés no batalhão de polícia militar do bairro com o acordo de mostrar o seu boletim todo bimestre aos coronéis e, durante um período, chegou a fazer uma redação por semana a pedido do comandante para melhorar sua escrita. Decidiu reinvestir o dinheiro que ganhava vendendo os picolés e criou uma fábrica de doces que atingiu 22 pontos de venda em São Gonçalo.

A jornada empreendedora durante a infância e adolescência não impediu que Wellington focasse todos seus esforços nos estudos. E foi exatamente através deles que alcançou as melhores oportunidades para construir sua brilhante carreira. Uma das primeiras delas foi uma bolsa de estudos na Escola Parque da Gávea, onde completou o Ensino Médio. Lá, aprimorou seus estudos e tornou-se candidato competitivo às melhores universidades do Brasil, além de nutrir o sonho de estudar fora do País. Tirou nota máxima na redação do ENEM e foi selecionado pelo Ibmec para cursar Administração, também como aluno bolsista do ProUni.

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Na universidade, desenvolveu estrutura sólida para um currículo competitivo, foi monitor de diversas matérias e criou uma forte rede de relacionamento com professores verdadeiros mestres que o apoiaram durante a aplicação para o MIT por dois anos consecutivos, em especial a pós-doutora Maria Augusta Soares Machado.

Em 2020, Wellington tentou ingressar na instituição, no entanto, foi reprovado. “Isso não foi o suficiente para me parar. Na verdade, me deixou ainda mais motivado para seguir com o meu sonho. Um ano a mais de dedicação me rendeu a tão sonhada vaga”, conta. Durante o processo seletivo, Vitorino concorreu com mais de 7 mil estudantes de todas as partes do mundo.

Sem apoio, não chegaria até aqui

Para que o sonho pudesse ser realizado, Wellington contou com a ajuda de muitas pessoas que o apoiaram em seu trajeto e, mesmo com apoio, não foi aprovado na primeira tentativa, mas continuaram acreditando. No último ano, a sua preparação se intensificou, e parte desta jornada foi financiada por grandes empresários que acreditam em seu propósito, como Guilherme Benchimol (XP Inc), Marcelo Barbará (Lanx Capital) e Antônio Brennand (Brennand Energia).

Além do apoio financeiro, também houve a mentoria e a escrita de cartas de recomendação de Jorge Paulo Lemann (3G Capital), Flavia Faugeres (Learn To Fly), Marcelo Benchimol Saad (Laplace Investimentos), André Street (Stone Co.) e Florian Bartunek (Constellation Asset Management). A preparação técnica para o desafio, envolvendo o aprendizado do inglês e a confecção dos materiais a serem enviados para a aplicação, veio através de profissionais como Patrícia Cas Monteiro e Deborah Lange Marques, sócias da Monteiro Marques Admissions, empresa especializada em assessorar jovens que buscam estudar fora; Gabriela Benjamin (Guided Consultant Services) e Mr. Brown (professor americano de inglês há anos).

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“O apoio de cada uma dessas pessoas foi essencial para construir minha trajetória. Ser incluído na seleta lista de estudantes do MIT é um grande feito para os jovens que vêm da mesma origem que eu, em um país como Brasil, onde temos muitos desafios e uma enorme desigualdade social para resolver. Espero que a minha história se torne um ponto de motivação para outros jovens, que buscam apoio para realizar esse sonho”, finaliza.

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