A cantora e compositora THAMI apresenta “Ainda é Pouco”, segundo single do projeto Relevuras, álbum estruturado em partes e desenvolvido a partir de um processo de retomada criativa e profissional. A música sucede “Fiquei Assim”, parceria com Rashid, e aprofunda reflexões sobre o tempo, explorando a dualidade entre esperar ou correr e conectando a vivência pessoal da artista às dinâmicas do mercado musical.

A composição nasce de um momento de frustração e desabafo, marcado pela sensação de esforço contínuo sem deslocamento. A letra expõe o conflito entre a exigência de paciência e a pressão por resultados, descrevendo um estado de dúvida e incerteza que ultrapassa a experiência individual e reflete dinâmicas mais amplas de produtividade e cobrança.
“No mercado de hoje, a sensação de que o esforço nunca basta é um peso real na vida de quem faz música de forma independente. ‘Ainda é Pouco’ surge justamente desse desabafo. Foi um processo de cura para mim, pois precisei olhar no espelho e encarar essa exaustão de frente. Decidi não mascarar esse sentimento, mas sim dar voz a ele, transformando a fragilidade da cobrança em força criativa para o projeto”.
Inserida no neo soul, a faixa desenvolve a pesquisa sonora do projeto com timbres orgânicos e arranjos guiados pelo groove. A presença de metais gravados ao vivo aproxima a construção da experiência de palco, enquanto referências do gospel atravessam a faixa a partir da relação da artista com o canto coletivo, a espiritualidade e a força coral.
Produzida por Duda Raupp, “Ainda é Pouco” foi desenvolvida integralmente à distância, refletindo a dinâmica criativa da artista ao trabalhar com colaboradores em diferentes cidades, como Porto Alegre e Rio de Janeiro.
O lançamento é acompanhado por um videoclipe, com direção criativa de Guile Farias e fotos e vídeos de Guto Sena. Com estética inspirada nos anos 90, o audiovisual reforça o discurso da faixa ao refletir sobre a busca incessante por novidade – muitas vezes construída a partir de elementos que retornam e se reinventam.
“Trabalhar com o Duda Raupp foi um exercício de confiança e sintonia. Mesmo produzindo tudo à distância, entre São Paulo e Porto Alegre, conseguimos manter a organicidade que o projeto pedia. A tecnologia nos permitiu essa ponte, mas a alma da música veio da nossa troca constante sobre referências de gerações diferentes. Trazer os metais gravados ao vivo e essa energia de coro foi essencial para que a música tivesse o calor do palco, mesmo tendo sido gestada no estúdio.”




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