Festivais

BATEKOO Festival chega para ser o maior evento de música para a comunidade negra, afro-diaspórica e LGBTQIAP+ do Brasil

Evento acontece no sábado (10) na Neo Química Arena, Zona Leste de SP, e tem entre seus destaques no lineup Ludmilla, Karol Conká e Fat Family.

Sob o lema ‘A gente não quer ser assistido, a gente quer se assistir’, o BATEKOO Festival 2022 chega para ser o maior festival de música proposto por e para comunidade negra, afro-diaspórica e LGBTQIAP+ do Brasil. A produção do evento, que vai acontecer no dia 10 de dezembro, na Neo Química Arena, promete mais de 16 horas de festival, com mais de 20 atrações, como as já confirmadas: Ludmilla, Fat Family, Karol Conká + ÀTTØØXXÁ, Kannalha, DJ Cleiton Rasta, Escola de Samba Vai-Vai, Mu540 + Irmãs de Pau, Zek Picoteiro, Urias, Uana, Afro B e Deize Tigrona.

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Com o dobro de duração das já famosas festas que acontecem em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Santos, e o festival nasce com o intuito de ressaltar desde nomes emergentes de diferentes cidades do Brasil, apresentar a um grande público uma série de artistas que ainda não estiveram presentes em lineups de grandes festivais, além de reunir os principais nomes em destaque na cena artística de ritmos pretos do país, o BATEKOO Festival promete revolucionar a cena de festivais brasileiros.

Fundada em 2014 em Salvador, a BATEKOO ganhou notoriedade como um manifesto do movimento negro e LGBTQIA+, tendo como foco jovens da periferia e de baixa renda. Atualmente atua como uma plataforma de entretenimento, empreendedorismo e culturas negras, periféricas e LGBTI+, sendo um polo de conexões entre juventudes urbanas que protagoniza o lançamento do  primeiro festival contra-hegemônico, que visa promover uma transformação na forma de se fazer grandes eventos no país, criando uma imersão na música negra e desenhando uma experiência que coloca o público no centro, sem hierarquia, como uma troca mútua. 

“O festival da BATEKOO foi pensado para ser uma experiência ancestral tendo como referência musicalidades periféricas, que não necessariamente estão nos topos das paradas, mas que não saem da boca e das rádios de pessoas negras ao redor do Brasil. Nossa curadoria vai para um lugar totalmente diferente dos milhares de festivais que aconteceram esse ano no Brasil, pensando na nossa comunidade como um todo e contemplando as mais diversas particularidades do que é ser negro hoje. Resgatando história, identificação, afeto e ancestralidade”, comenta Mauricio Sacramento, CEO/Founder e Diretor Criativo na BATEKOO.

Presente em diferentes cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Santos, os produtores do evento circularam pelo lineup de diferentes festivais a fim de construir um radar cultural com um olhar mais amplo sobre a produção artística negra. Pensando nisso, o festival vai contemplar diferentes linguagens artísticas para além da música, como intervenções artísticas de poesia, dança, dentre outras performances. 

O objetivo a longo prazo dos organizadores é que o festival se torne itinerante, que esteja presente em diferentes cidades, apesar das dificuldades de captação de recursos para algumas regiões do país. Além disso, um dos principais planos da BATEKOO é tornar o festival uma celebração de culturas afro-diaspóricas a nível global, principalmente por serem uma das primeiras plataformas negras que buscam exportar a música afro-brasileira para o mundo. “Esse é o nosso maior projeto nesses quase 10 anos de história, e vai ser o nosso principal produto para os próximos anos. A nossa expectativa é que essa seja a primeira de muitas edições, e que possamos continuar fomentando a produção cultural e artística negra no Brasil e fora”, finaliza Artur Santoro, CEO & Head de Projetos da BATEKOO.

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A BATEKOO marca um importante período em sua história, e na história da comunidade negra, periférica e LGBTQIAPN+, visto que de uma festa, se tornou uma plataforma, que hoje além de continuar com os bailes noturnos, e agora furar a bolha dos grandes festivais, fomenta a cena educacional com aulas gratuitas sobre music business por meio da Escola B; a cena de produção executiva e artística com o selo musical Batekoo Records, que cuida das carreiras de Deize Tigrona (RJ) e Tícia (BA), além do projeto ‘Sessions’, que tem trazido luz à artistas emergentes com produto audiovisual no Youtube e principais plataformas de streaming. 

A venda dos ingressos para o BATEKOO Festival está aberta exclusivamente pela plataforma Shotgun, com valores que variam entre R$ 120 e R$ 240.

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