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Temporada de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos com a Companhia de Teatro Heliópolis termina no dia 5 de junho

A Companhia de Teatro Heliópolis segue com a temporada de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, até o dia 5 de junho, na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da companhia, em São Paulo, com sessões sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h. Os ingressos – via plataforma Sympla – são no sistema “pague quanto puder” e gratuitos para alunos e professores da rede pública.

CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos Foto: Weslei Barba
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O espetáculo – que aborda a forte presença feminina no contexto do encarceramento, com direção de Miguel Rocha e texto de Dione Carlos – comemora 20 anos de fundação que o grupo completou em 2020.

O enredo parte da história de duas irmãs com vidas marcadas pelo encarceramento dos homens da família para apresentar as estratégias de sobrevivência, sobretudo, das mulheres em suas comunidades. Quanto ao título, a dramaturga explica que “faz referência às mulheres que transmutam as energias de violência e morte e reinventam realidades”.

A montagem – que tem como intérpretes Antônio Valdevino, Dalma Régia, Danyel Freitas, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto e Walmir Bess, além de musicistas tocando ao vivo – é resultado do projeto CÁRCERE – Aprisionamento em Massa e Seus Desdobramentos, contemplado pela 35ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

A história das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para revelar o quanto é difícil  se desvincular de uma estrutura tão complexa quanto o encarceramento. Enquanto a mãe enfrenta o sistema na tentativa de libertar o filho preso injustamente, lutando pela sobrevivência da família e do filho, sua irmã é refém do ex-companheiro também encarcerado, a quem deve garantir a subsistência no presídio, além de não ter direito a uma nova relação conjugal pelo risco de perder a própria vida. Presas a um histórico circular, pois também tiveram o pai preso, elas lutam para quebrar o ciclo, em um percurso cheio de espinhos.

Segundo o diretor, não há como dissociar esta produção do momento particular a que a humanidade foi submetida. “O fato de ter sido elaborado durante a pandemia, com grande parte do processo realizado virtualmente, nos traz uma experiência diferente. Trabalhamos com o corpo, o contato físico, o suor, a presença cotidiana… E, enclausurados na maior parte do tempo, fomos desafiados a criar uma obra sobre enclausuramento”, finaliza Miguel Rocha.

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