O cantor Thiaguinho lançou, na última sexta-feira (27), o álbum Bem Black – Volume 2, dando continuidade ao projeto que reafirma o pagode como expressão da música preta brasileira e amplia suas conexões com o soul, o R&B e o funk.
Gravado ao vivo em novembro de 2025, no Club Homs, em São Paulo, o novo volume reúne nove faixas, sendo seis inéditas, que aprofundam a proposta iniciada no primeiro lançamento, divulgado em janeiro. Entre as novidades estão músicas como “Brincando de namorar”, “Cara de paz”, “02 da manhã” e “Pensamentos intrusivos”, escolhida para abrir a divulgação do projeto.
Durante coletiva de imprensa realizada para apresentar o álbum, Thiaguinho destacou que Bem Black nasce de um processo de reconexão com suas origens e referências musicais. Inspirado pelas vivências nos bailes black paulistanos dos anos 2000, o artista constrói um trabalho que dialoga diretamente com sua trajetória antes da fama e com a formação de sua identidade artística.
Segundo o cantor, o projeto também representa um momento de amadurecimento pessoal e profissional. Ao incorporar elementos do soul e do R&B ao pagode, ele busca expandir sua sonoridade sem se desconectar do público que o acompanha desde os tempos de Exaltasamba e de projetos como a Tardezinha. “É um trabalho que fala sobre quem eu sou, de onde eu vim e para onde quero ir”, indicou durante o encontro com a imprensa.
O repertório do álbum também reforça o caráter coletivo e geracional da música preta. Entre os destaques, Thiaguinho divide os vocais com Sandra de Sá em uma nova releitura e recebe a rapper Negra Li em uma faixa que mistura samba e soul, ampliando o diálogo entre diferentes vertentes e épocas.
Outro momento marcante do projeto é a releitura de “Joia rara”, clássico dos bailes black de São Paulo, que reforça a memória afetiva e cultural que sustenta o conceito do álbum. A escolha do repertório evidencia a intenção de resgatar e valorizar referências fundamentais da música negra, conectando passado e presente.
Ainda na coletiva, Thiaguinho afirmou que espera que o público reconheça no Volume 2 não apenas uma continuidade, mas uma evolução do projeto. Para ele, o disco é também uma afirmação de identidade e representatividade, ao evidenciar a força e a diversidade da música preta brasileira.
Com Bem Black – Volume 2, o artista consolida um momento de reinvenção na carreira, equilibrando tradição e inovação enquanto reforça o lugar do pagode dentro de um contexto mais amplo da cultura negra.




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