“Sou fora de régua e de esquadro, não nasci pra ser quadrado. Minha alma é free. Sigo assim, de forma abstrata; meu caminho pela mata fui eu mesmo que abri”, é o verso que abre o novo disco de Rael, Nas Profundezas da Onda, que chega às plataformas digitais hoje (26). Marcando uma nova fase, o cantor paulistano apresenta diferentes versões de si ao longo do álbum; nas 11 faixas, percorre reflexões sobre liberdade artística e temas contemporâneos relevantes e, mesmo partindo de um lugar íntimo, amplia o olhar para provocar pensamentos sobre o mundo atual, em exclusiva para o portal Cultura Preta.
O álbum foi produzido em 30 dias. O rapper comenta a iniciativa de trazer algo mais interpessoal, o que o levou a essa nova fase: “Estava inquieto, não queria produzir apenas por produzir. Passei por fases turbulentas, de descobertas e também de insatisfação com o mundo como está hoje. Por isso foi tão rápido. Se fosse para fazer tudo de novo neste momento, nem sei como seria; pensar nisso tudo acelerou o processo. É o Rael que já viveu muita coisa”, afirma. Sem participações, o artista transita por vários ritmos e musicalidades, do afrobeat ao boom bap, do rap ao reggae, trazendo seu lado espiritual e ancestral, além de abordar temas como saúde mental, consciência social e amor.
As profundezas da ondas é muito mais que um produto, Rae afirma que nesse disco ele é narrador e personagem da sua própria história e também do mundo “conto a história, mas também sou atravessado por ela. É o Rael da melodia encontrando o Rael da rima, tudo dentro da mesma onda, só que mais profundo” é nessa certeza que se encontra a faixa “Forma abstrata” diz também sobre quem você é de verdade, e não sobre o que querem que seja, Criticando as contradições da indústria musical, o artista constrói um discurso de independência e valorização da própria trajetória, defendendo a autenticidade, a fidelidade a si mesmo e a importância de não se limitar às expectativas alheias.

Rael destaca como a espiritualidade e a ancestralidade ganharam ainda mais força em sua vida nos últimos tempos, especialmente em um momento em que se viu precisando de amparo e reconexão consigo mesmo. Esse movimento se reflete diretamente em sua obra, onde ele traz à tona a herança ancestral como algo vivo e transformador, símbolo dos saberes tradicionais que atravessam gerações. Para o artista, espiritualidade e ancestralidade não são caminhos separados, mas dimensões que sempre caminharam juntas, orientando sua trajetória, sua música e sua forma de existir no mundo, em suas palavras “eu nunca tô sozinho e sinto que sou um fio condutor pra passar isso adiante, essa medicina ancestral”.
Olhando para sua trajetória, iniciada ainda muito cedo, o artista compartilha suas expectativas sobre todo o trabalho realizado e conclui: “Ainda bem que senti a batida do meu coração”. Com grandes expectativas para “Nas Profundezas da Onda”, ele enxerga o projeto como um dos mais potentes de sua carreira, sendo também um de seus melhores discos até o momento. Em exclusiva, adianta ainda os próximos passos, como o Sala, uma performance ao vivo do projeto nos shows. O lançamento do disco acontece hoje, às 21 horas, em todas as plataformas digitais.
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