Um dos nomes mais influentes da nova geração do rap nacional, MD Chefe falou sobre o sucesso recente, revelou detalhes exclusivos sobre sua próxima mixtape, que já tem a sigla LDR, e destacou a importância da representatividade preta dentro e fora da música.
Com uma carreira que começou nas batalhas de rima e o levou a palcos como o Rock in Rio e rankings globais do Spotify, o artista hoje se posiciona não apenas como artista, mas como símbolo de ascensão, estratégia e visão de futuro.
Veja a entrevista completa:
Leia a transcrição completa da entrevista:
BLOCO 1 — CARREIRA
Cultura Preta: MD, primeiro queria agradecer pela oportunidade. Nosso público sempre pede muito essa entrevista contigo. Queria começar falando da sua trajetória, das batalhas até o sucesso que você vive hoje. Como você enxerga esse caminho?
MD Chefe: Eu sempre falo com muita gratidão e responsabilidade. Tudo que aconteceu na minha vida foi muito grande, então eu tento sempre me manter conectado com Deus, com a minha família e com as pessoas que estão comigo desde o começo. Cada nível que a gente alcança vem com mais responsabilidade.
Cultura Preta: Você lançou recentemente o medley “The Box”, com vários nomes fortes. Como surgiu essa ideia e como você viu a recepção?
MD Chefe: Eu senti que o público queria aquele MD mais raiz, da época do Fornalha. A oportunidade veio através do Vítor, que hoje cuida do projeto, e eu fui chamando os artistas. O som nasceu muito natural. E a resposta foi absurda, mais de 2 milhões em menos de um mês. Isso mostra que o público tava esperando isso.
Cultura Preta: Você acredita que a união entre artistas ainda é um pilar importante no rap?
MD Chefe: Com certeza. Talvez já tenha sido mais forte antes, mas hoje ainda existe — só que muito baseada em conexão real e estratégia. O coletivo movimenta dinheiro, movimenta a cena. Quando artistas grandes se unem e fortalecem quem tá chegando, todo mundo cresce.
Cultura Preta: E sobre 2026, o que vem por aí? Pode dar um spoiler pra gente?
MD Chefe: Esse ano eu quero focar muito mais em música. Pretendo lançar duas ou três mixtapes e EPs. Já tem uma vindo aí com a sigla LDR… e o público vai ter que descobrir o significado (risos).
Cultura Preta: E essa mixtape tem algum diferencial?
MD Chefe: Todas as faixas são colaborativas, sempre com três ou mais artistas. O primeiro clipe vai ser com o Queb Leaviano, algo totalmente inesperado. O projeto tá rodando muito entre Rio, Bahia e São Paulo. É música pra pista, pra boate, pra rua.
BLOCO 2 — EMPREENDEDORISMO
Cultura Preta: Além da música, você vem se destacando como empresário com a Mr. Lion. Como surgiu essa ideia?
MD Chefe: Foi muito natural. Eu já era consumidor, já entendia da bebida, e quis levar isso pro mercado com a minha visão. O nome vem do meu próprio nome, Leonardo — que significa “valente como um leão”.
Cultura Preta: Sua marca já conquistou prêmios internacionais. O que isso representa pra você?
MD Chefe: É muito importante. Em três anos, a gente ganhou cinco medalhas, competindo com marcas centenárias. Isso mostra que o Brasil tem capacidade de competir em qualquer mercado. A gente é bom na arte, nos negócios, em fazer dinheiro.
Cultura Preta: Qual a importância de ver pessoas pretas ocupando esses espaços de negócio?
MD Chefe: É essencial. A gente sabe que existe preconceito, que tentam barrar, mas a gente é inevitável. Quando um preto ocupa esse espaço, ele abre caminho pra muitos outros. Isso é representatividade de verdade.
Cultura Preta: Que conselho você daria pra jovens pretos que querem empreender?
MD Chefe: Não existe fórmula, mas tem princípios: colocar Deus na frente, saber o que quer, fazer boas escolhas e não desistir. O caminho é mais difícil pra gente, então tem que ser mais forte, mais estratégico e manter a visão.
BLOCO 3 — PATERNIDADE
Cultura Preta: Você também é pai da Ariela. Como é conciliar carreira, negócios e paternidade?
MD Chefe: Eu gosto de ser pai jovem. Isso me permite acompanhar de perto o crescimento dela. Tenho uma base familiar muito boa, uma esposa incrível, e isso ajuda muito a equilibrar tudo.
Cultura Preta: A paternidade mudou você?
MD Chefe: Muito. Principalmente por ser pai de menina. Isso te traz uma responsabilidade maior, porque o mundo pode ser cruel com mulheres. Então eu penso muito em como preparar ela pra isso.
Cultura Preta: Que valores você quer passar pra sua filha?
MD Chefe: Quero ser referência. Quero que ela olhe pra mim e veja alguém que fez o certo. Que serviu a Deus, que fez escolhas justas. Esse é o legado que eu quero deixar.
Cultura Preta: Pra fechar, deixa uma mensagem pro público do Cultura Preta.
MD Chefe: Se conectem com Deus. Isso traz clareza. Sucesso, pra mim, é chegar no final da vida e saber que você fez as escolhas certas quando teve a oportunidade. Estudem, abracem o processo e façam o certo — sempre.




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