O Corinthians confirmou seu protagonismo no início da temporada 2026 ao vencer o Flamengo por 2 a 0 na final da Supercopa do Brasil — também chamada de Supercopa Rei — disputada neste domingo (1º), no Estádio Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF). Com gols de Gabriel Paulista, no primeiro tempo, e Yuri Alberto, já nos acréscimos da etapa final, o Timão faturou o bicampeonato da competição, repetindo a vitória histórica de 1991 sobre o mesmo rival.

A partida começou equilibrada, com o Flamengo buscando controlar a posse de bola e o Corinthians apostando em transições rápidas e objetivas. Aos 25 minutos do primeiro tempo, Gabriel Paulista aproveitou uma jogada de bola parada e abriu o placar, levando a torcida presente — mais de 71 mil pessoas no estádio, um recorde recente da Arena — ao delírio.
O confronto, no entanto, ganhou contornos mais tensos ainda no intervalo. O meia Jorge Carrascal foi expulso após uma jogada em que acertou o braço no rosto de Breno Bidon, já nos acréscimos da primeira etapa. A expulsão, que não foi assinalada inicialmente pela arbitragem, foi confirmada somente após a revisão do VAR, na volta do intervalo, deixando o Flamengo com um jogador a menos e acirrando os debates sobre a condução do jogo.
O uso tardio do árbitro de vídeo e a decisão tomada antes do reinício da partida provocaram críticas do lado rubro-negro. Torcedores e comentaristas questionaram, nas redes sociais e em programas esportivos, se o momento da revisão interferiu no ritmo da partida e no aspecto psicológico da equipe carioca.
Mesmo em desvantagem numérica, o Flamengo tentou reagir e chegou a levar perigo em um cabeceio de Pulgar, que acertou o travessão. Aos 13 minutos do segundo tempo, o recém-contratado Lucas Paquetá — tratado como a principal aquisição do futebol brasileiro na temporada — entrou em campo para dar novo fôlego à equipe, mas desperdiçou uma chance clara já nos acréscimos e viu o rival sacramentar a vitória.
Nos minutos finais, Yuri Alberto marcou o segundo gol do Corinthians com um belo lance individual, aplicando um chapéu no goleiro Agustín Rossi antes de finalizar com tranquilidade, selando o placar e iniciando a festa alvinegra.
Para o Corinthians, a conquista representa mais do que um título: simboliza a consolidação de um momento de força, mesmo diante de desafios financeiros e de uma agenda intensa de competições, com o clube somando agora três taças nos últimos 12 meses. Já o Flamengo sai da decisão pressionado por questionamentos sobre o início de temporada e pela necessidade de ajustes técnicos — além das discussões sobre arbitragem, que, nesta final, devem seguir pautando o debate entre torcedores e analistas esportivos.




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