Arte, tecnologia e moda compartilham o mesmo território criativo na Imersão XR, promovida de forma inédita pela Kenner em parceria com o coletivo 2050. Ao longo de três finais de semana consecutivos, 12 artistas de diferentes regiões do Brasil participam de mentorias que fomentam a experimentação tecnológica. A ação foi iniciada no sábado (17), no centro cultural Lado B, no Centro do Rio. Para ampliar o conhecimento e alcançar novas formas de criação, os participantes mergulham em metodologias atuais e implementam práticas digitais no processo criativo. Entre as ferramentas estão realidade virtual, escaneamento, impressão 3D e inteligência artificial. A conclusão do projeto será uma exposição coletiva com os trabalhos da iniciativa e obras da Kenner, no dia 7 de fevereiro, também no Lado B.


“Sempre estamos conectados a projetos que valorizam a arte e observam o futuro como um caminho aberto a possibilidades. Estruturamos com a 2050 um projeto muito voltado para a troca de conhecimentos. Selecionamos 12 artistas que contam com vivências, bagagens e linguagens distintas para expandir os repertórios e testar novas ferramentas”, comenta Lucas Rodrigues, coordenador de branding, estratégia e cultura da marca.
CEO e líder criativo da 2050 Future Company, Gean Guilherme ressalta que a arte e a tecnologia são os ambientes perfeitos para nascerem ideias e projetos artísticos. “É trazer para perto um time de artistas gigantes, que já fazem um trabalho incrível, são referências, e somar com a tecnologia que a gente utiliza e pesquisa no dia a dia. A importância de estar ao lado de uma marca como a Kenner nesse projeto é a confirmação de que arte e tecnologia andam lado a lado”, explica.
Com foco no desenvolvimento de projetos de artes visuais, vídeo e áudio, a programação começou com uma oficina conduzida por Zamba, consagrado como diretor criativo de grandes projetos musicais como Àttooxxá e Yan Cloud. A mentoria abordou a construção de narrativas e as etapas de um processo criativo, apresentando o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa.
Para discutir o impacto das tecnologias na criação artística, o domingo (18) foi dedicado à roda de conversa “Territórios Híbridos: Arte & Tecnologia”. A dinâmica de criação explorou o que deve ser levado para uma exposição, com sugestões para tirar as ideias do papel e ideias de caminhos para a apresentação. Além de Zamba, estarão no comando da experiência Clélio de Paula, artista, designer de experiências e fundador da MEMOrIA XR; Priscila Nassar, artista digital e diretora criativa na Prina Lab; Rafael Velez e Gean Guilherme, sócios-fundadores da 2050.
O laboratório de imersão e tecnologia 2050 realizará, no próximo sábado (24), uma oficina com práticas, ideias e tecnologias que são usadas e implementadas em seus processos artísticos. O coletivo também é o responsável pelo planejamento e participação de todas as etapas da imersão.
Com o tema “Transformação simbólica digital: do arquivo ao conhecimento”, a oficina apresentada por Clélio de Paula, no domingo (25), recorre a memórias, objetos e registros como texto, áudio, vídeo, imagem e documentos para mostrar o processo de digitalização e organização para a construção de uma base de conhecimento sobre a obra.
A programação vai continuar no sábado seguinte (31) com a oficina de Priscila Nassar, dedicada à associação livre entre tecnologias e moda digital. A aula vai direcionar o uso combinado de ferramentas como IA e 3D de forma estratégica para produzir imagens por meio da livre associação das tecnologias.
O ciclo de mentorias será encerrado no domingo (1º) com a roda de conversa “Resultados e Processos”, dirigida por Priscila Nassar. Haverá uma troca de ideais sobre uma decisão que cada artista levaria para o ateliê, tecnologias que não indicam e pontos de fricção que desejariam aprofundar.




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