Mulher indígena, amazônida de Santarém (PA) e artevista socioambiental, Carol Pedroso lança seu primeiro EP, “Eu Canto Minha Força, Meu Lugar”, um trabalho que traduz sua trajetória artística e política em música. Cantora, compositora, escritora e vocalista do grupo Suraras do Tapajós, Carol constrói um projeto que une ancestralidade, memória afetiva e resistência dos povos da floresta, com forte protagonismo feminino.


Com direção musical do mestre da guitarrada Manoel Cordeiro, o EP conta com participações especiais de Dona Onete, Lia Sophia, do coletivo O Som Que Vem Delas e do próprio Suraras do Tapajós, reforçando o diálogo entre diferentes gerações e linguagens da música amazônica. O projeto nasce a partir de experimentações sonoras e colaborações artísticas que funcionam como instrumento de afirmação cultural e transformação social.
“Eu Canto Minha Força, Meu Lugar” também carrega memórias pessoais da artista, como a homenagem à avó Isabel Pedroso, além de referências que atravessam a dança, a escrita e o ativismo socioambiental presentes na vivência de Carol no cenário cultural amazônico. As parcerias nas composições incluem Maria Lídia, Manoel Cordeiro, Jana Figarella e Dona Onete, com destaque para as faixas Carimbó da Beca e Força Feminina.
O EP é composto por quatro músicas — Carimbó da Beca, Força Feminina, À Belém e Batuque de Alter — que misturam o tradicional e o contemporâneo. A base rítmica do carimbó ganha novas camadas com a guitarrada de Manoel Cordeiro, criando um som que exalta identidade, pertencimento e as riquezas culturais do Pará e da Amazônia como um todo. As faixas também funcionam como espaço de encontro entre artistas locais, fortalecendo a diversidade musical da região.
O projeto reúne ainda um time técnico e artístico diverso, com nomes como Assis Figueiredo (mixagem e masterização), Sabrina Sardinha (filmmaker), Danielle Castro e Hélida Amorim (figurinos), além da direção executiva de Geraldinho Magalhães, Marli Sanches, Alessandra e Raquel. O lançamento é realizado pela Diversão e Arte, em parceria com a Virgin Music Brasil.
Mais do que um EP de estreia, “Eu Canto Minha Força, Meu Lugar” se firma como um manifesto sonoro que valoriza a cultura amazônica, fortalece o protagonismo das mulheres indígenas e reafirma a música como ferramenta de resistência, identidade e pertencimento — em sintonia direta com as lutas e narrativas que atravessam o Brasil negro e indígena.




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