Na noite de 5 de maio, a cidade de Nova York recebeu mais uma edição do Met Gala, e em 2025 o evento foi além da estética: tornou-se uma homenagem direta ao estilo preto como forma de resistência, afirmação e sofisticação. Com o tema “Superfine: Tailoring Black Style”, a edição deste ano colocou a negritude no centro da moda global.










O código de vestimenta, intitulado “Tailored for You”, convidou os participantes a refletirem sobre a alfaiataria como símbolo de identidade negra. A resposta veio com força: as principais personalidades pretas presentes na noite desfilaram mais do que roupas — levaram histórias, referências e ancestralidade nos tecidos.
Elegância preta como destaque principal
Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, foi um dos co-anfitriões do evento. Com um look feito sob medida e repleto de referências afro-britânicas, o atleta foi um dos grandes destaques da noite. Colman Domingo, também co-anfitrião, chegou com um traje que mesclava elementos do dandismo do Harlem com toques modernos e reluzentes, evocando a estética do jazz e do orgulho negro.
Pharrell Williams e A$AP Rocky, igualmente anfitriões do evento, reforçaram a narrativa central ao incorporar à alfaiataria elementos culturais e históricos. Outros nomes que marcaram presença foram Regina King, Simone Biles, Zendaya, Janelle Monáe, Tems, Usher e Stormzy, cada qual com interpretações únicas e potentes do tema proposto.
Alfaiataria como linguagem de resistência
Inspirado no livro Slaves to Fashion, da professora e pesquisadora Monica L. Miller, o tema do Met Gala 2025 propõe uma reflexão sobre como a moda sempre foi uma ferramenta de resistência para homens negros ao longo dos séculos. Desde o século XVIII, a elegância e o refinamento foram usados como formas de afirmar humanidade e reivindicar respeito em sociedades que tentaram apagar a identidade preta.
O dandismo negro, muitas vezes marginalizado pela crítica tradicional de moda, ganha agora o reconhecimento devido como símbolo de enfrentamento, inteligência estética e orgulho racial.
Uma mostra que reconhece a origem
A exposição no Metropolitan Museum of Art inclui peças de estilistas, designers e artistas negros como Torkwase Dyson, Tanda Francis, Patrick Kelly e fotografias de Tyler Mitchell. Diferente de anos anteriores, o foco desta vez não foi em incluir narrativas pretas como exceção, mas sim reconhecer sua centralidade e sua contribuição definitiva para a moda ocidental.

Com curadoria guiada pela ótica negra e apoio de figuras como LeBron James, que atuou como presidente honorário, a edição deste ano ressignificou o espaço do Met Gala como plataforma para narrativas que por muito tempo foram silenciadas.
A mensagem foi clara
Em um universo onde a presença preta ainda é lida como exceção nos espaços de luxo, o Met Gala 2025 foi categórico: a negritude é elegância, é inovação e é força estética. A moda preta não apenas participa do jogo — ela ajuda a escrevê-lo desde sempre.
Neste ano, os holofotes do Met não apenas iluminaram nomes pretos. Eles reconheceram a origem.




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