Após três anos, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu levar a júri popular os policiais militares Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano, envolvidos na morte da modelo Kethlen Romeu, na comunidade do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte da capital. A jovem, de 24 anos, estava grávida de 14 semanas e foi atingida por uma bala perdida de fuzil enquanto visitava a avó materna.

Kethlen Romeu Foto: Reprodução

A decisão foi tomada na terça-feira (25) pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal, que considerou haver provas suficientes para o julgamento. O parecer foi fundamentado no laudo de necropsia e em exames periciais que atestam a materialidade do crime, além de elementos técnicos que indicam a participação dos policiais, como o laudo de reprodução simulada dos disparos. A data do julgamento ainda não foi definida.

Os dois policiais aguardam o julgamento em liberdade. Na época, a Polícia Militar afirmou que os agentes dispararam porque estavam sendo atacados por criminosos durante uma operação. No entanto, testemunhas contestam essa versão, alegando que não houve troca de tiros. Desde então, o caso ganhou repercussão na mídia e se tornou símbolo da luta contra a violência policial.

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Entre 2019 e 2023, as forças de segurança pública do Rio de Janeiro foram responsáveis por mais de 21 mil mortes, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa demonstra que a vitimação de pretos e pardo são 6 vezes superior do que pessoas brancas.


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