Em prol de aconselhar e mostrar os caminhos para as pessoas mais jovens, a psicóloga Quitéria Chagas deu algumas dicas para a nova geração, sobre como tratar determinadas situações e onde tomar cuidado, para não acabar tomando atitudes incorretas.


Como um dos principais nomes na questão da representatividade e valorização das pessoas pretas, Quitéria, rainha de bateria da Império Serrano e um dos principais nomes do Carnaval no Brasil, citou que os jovens devem tomar um certo cuidado com a questão de julgamentos, algo que pode acabar limitando a essência do outro. Ela também explica o que essas atitudes podem gerar tanto na pessoa que as faz, quanto em quem a recebe.
“Eu acho que essa geração tem que tomar cuidado para não serem advogados ou juízes da pretitude, porque você pode acabar fazendo um processo contrário ao letramento racial, se tornando um preto que gera um processo de branquitude. Se você está julgando seu irmão preto, dizendo o que ele tem que fazer, você acaba sendo racista na sua própria atitude, limitando a essência daquela pessoa que você está julgando.”, disse Quitéria Chagas.
Contando sobre um período de desafios na sua vida, a rainha de bateria lembra de uma situação onde quase abandonou as redes sociais, quando estava grávida, por não querer escutar julgamentos das pessoas sobre o seu corpo. Ela diz que foi um momento onde ela se sentia confortável, mas não estava disposta a escutar algumas falas não muito agradáveis.
“Eu tive uma época, quando engravidei, que eu não exibia tanto e até quis sair das redes sociais, que eu não queria mais cuidar do meu corpo, foi uma escolha minha. Sou uma pessoa muito determinada, para mim é um desejo grande cuidar do meu corpo, mas teve um momento que eu estava feliz pesando 90kg, foi um processo que aceitei, respeitei o momento, sem escutar nenhum julgamento vindo de fora.”, conta Quitéria.
Em 2024, Quitérias Chagas anunciou o lançamento de sua biografia, para o período do Carnaval 2025, onde ela conta mais sobre sua trajetória, seu papel como figura de representatividade, na busca pelo respeito e valorização da mulher preta.




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