O cantor e compositor paulistano Rael escolheu o mês de  novembro, quando se celebra o Dia da Consciência Negra, para lançar “Na Pista Sem Lei”, primeiro single de seu novo álbum, previsto para o início de 2025. Com participação de Rincon Sapiência e FBC, a música está disponível nas plataformas de áudio pela Laboratório Fantasma, acompanhada de videoclipe que foi lançado em formato de première, em uma edição especial da festa Discopédia, no Cineclube Cortina, em São Paulo, disponível no canal de YouTube do artista desde o dia 13 de novembro. 

Nós do Cultura Preta tivemos o prazer de conversar com o Rael sobre esse novo lançamento e as expectativas para o novo álbum, previsto para o primeiro semestre do ano que vem. 

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Cultura Preta: Gostaria de começar perguntando qual a sua relação com a Discopédia e por que você escolheu lançar seu clipe nessa festa que é tão importante para a gente?

Rael: Na verdade eu tenho uma relação muito grande com baile e festa, né? Eu comecei nesse rolê desde cedo dançando break, então eu ia muitos para os bailes já. A galera velha me levava pra dançar e eu me conectei muito com esse ambiente, foi uma coisa que começou a fazer parte da minha vida. Lá que foi minha formação de como se comportar no sentido de saber chegar, saber sair, de como se vestir… Eu comecei a conhecer muito disso nos bailes. Era uma geração que não tinha internet, então não tinha essa coisa de ficar vendo clipe no Youtube. Você ia saber nos bailes. E minha relação com a Discopédia provém do Sintonia. E eu lancei um vinil lá o Coisas do meu Imaginário que também abriu muitas portas pra mim, indicação ao Grammy. É uma questão de troca de conhecimento ali na Discopédia.

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Cultura Preta: Falando sobre o seu clipe “Na Pista”, como foi trazer o Rincon e o FBC?

Rael: O Rincon eu tenho muita conexão, a gente tem muita afinidade musical, essa coisa até do afrobeat assim teve uma época que eu e ele estava fazendo. Meu disco até no ‘Capim Cidrera’ eu tenho uns dois e foi a mesma época que ele lançou o outro disco dele que eu até participo, que tem aquela música ‘Me Nota’. Então a gente tava muito conectado com a música do oeste africano. E eu sou muito fã dele como compositor, como MC, acho ele acima da média mesmo, eu queria trazer ele com aquele estilo ‘Manicongo’, estilo zona leste de São Paulo. E essa música tem um pouco de influência de house, embora o bpm dessa música seja um pouco mais lento, house é um pouquinho mais pra frente. E o FBC tava fazendo isso no disco dele já, o Baile tinha um pouco dessa influência de house também. Eu achei que tinha muito a ver, e realmente tinha e ficou maravilhosa a junção, fiquei muito feliz com o resultado.

Cultura Preta: O clipe também traz uma vibe muito boa de vocês curtindo a cidade, os bailes. Como foi a gravação do videoclipe? 

Rael: Foi daora, eu me senti em um baile mesmo, a gente fez em um baile né… A gente queria trazer essa textura mesmo, é uma música de boas vibrações. De você acordar numa sexta, já pensar em uma roupa que você vai sair. Você já pensando na hora que você vai sair do trampo e eu senti aquela mesma atmosfera quando a gente tava gravando, tava muito feliz. A Aisha, uma mulher preta fez a direção. Então a gente também quis trazer essa coisa representativa da negritude, do Black Joy, de usar a alegria como arma de resistência. Celebrando o fato de estar vivo. 

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Cultura Preta: Quais são suas expectativas para o lançamento desse novo álbum? 

Rael: Veja bem, eu to 6 anos sem lançar disco. O último foi em 2019 e veio aquela coisa toda de pandemia, que levou o disco, levou gente, levou casamento, levou um monte de coisa. Então nisso levou a turnê levou tudo e parece que o tempo passa mais rápido depois disso. Então eu tenho uma expectativa de tipo faz 6 anos que eu não lanço, então parece que pra mim é um retorno na cena. ‘To voltando, to de volta’, sabe? Mas tem a expectativa de surpreender porque eu mesmo me surpreendi assim com o disco sabe? Acho que fui em lugares que nunca tinha ido antes. Acho que ta uma coisa super atual, ao mesmo tempo tem uma diversidade. É um disco que celebra a diversidade pra quem gosta de diversidade musical. Então, a gente reúne muitos artistas diversos, extremos até. 


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