Cantora, compositora, roteirista, poeta e escritora, Taslim é uma multiartista carioca que utiliza diferentes linguagens paraconstruir novos futuros que conectem o povo preto com a sua ancestralidade. Por meio da música, do audiovisual e da literatura, tem como objetivo criar histórias onde pessoas negras e sua cultura são protagonistas. O seu mais novo projeto nessa jornada é o livro “A Dáie de Vários Nomes”, pela editora Kitembo, que será lançado no Rio de Janeiro em evento no Mercado Casarão, na Praça da Bandeira, no dia 28 de setembro, sábado, a partir das 15h, após grande sucesso da participação da autora na Bienal do Livro de São Paulo. 

Capa do livro ”A Dáie de Vários Nomes” Foto: Divulgação

Na obra, a personagem Maisha é uma dáie, cargo que, entre as muitas atribuições, lhe dá o incrível privilégio de viajar pelos tempos. Após crescer sozinha na Era do Nada, no século XXV, em Kosso, um ambiente controlado e desolador, ela é recrutada para servir ao Reino de Uró nos anos 3.800, como parte de um plano maior para a manutenção do equilíbrio dos ciclos temporais. E a sua primeira grande missão é registrar uma pandemia que aconteceu no ano de 2020, no Rio de Janeiro. Para realizar a tarefa, ela conta com a ajuda do mukulu, seu software pessoal, e de Sr. Gila, seu novo mentor.

Assumindo diferentes identidades em cada período temporal pelo qual passa, sua nova função promete levá-la a missões e desafios incomparáveis. O maior de todos será encarar a si mesma.    

Taslim conta que, para construir a narrativa com linguagem afrofuturista, foi necessário se reconectar com a sua infância, se encontrar “com a pequena garotinha sábia” e cheia de ideias que já se aventurava como contadora de histórias. Por isso, ela conta que a obra é autobiográfica, mas também ficcional. Uma fusão de memórias adaptadas e compartilhadas com o olhar para o futuro desejado.

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– Escrever um livro sempre foi um sonho. Não me surpreende que minha criança tenha descoberto isso ainda muito nova. Aos 10 anos, lá estava ela redigindo sua primeira história: “O Baú de Todas as Cores”. Apesar de não ter sido publicado, costumo dizer que este foi o meu primeiro livro. Ali, a minha pequena estava mesmo escrevendo o futuro, ou para o futuro. Às vezes sinto ser a mesma coisa. Fato é que a mensagem que ela me deixou foi extremamente necessária para que eu conseguisse escrever essa grande viagem – revela a autora.

Com prefácio assinado pela escritora afrofuturista Lu Ain-Zaila, o livro está disponível no site da editora Kitembo.


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