O Quilombo Souza, quilombo urbano da cidade de Belo Horizonte, foi cenário de um encontro potente com a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, nesta terça-feira (24). Na ocasião, representantes de cinco comunidades quilombolas apresentaram suas demandas para o ministério.

Foto: Rithyele Dantas/MIR

Entre as demandas apresentadas, estão a redução da burocracia para reconhecimento enquanto comunidade quilombola em diversos órgãos nas esferas federal, estadual e municipal e a dificuldade de acesso a alguns direitos como reconhecimento de terras, além do enfrentamento ao racismo religioso.

A ministra apresentou as estruturas do Ministério e as políticas que estão em andamento para as comunidades quilombolas. “Estamos com programas como o Aquilomba Brasil, como o Abre Caminhos, ouvindo as comunidades e as pessoas na ponta sobre as necessidades e as dificuldades que têm enfrentado no cotidiano”, disse Anielle, que relembrou o incremento feito no orçamento do ministério.

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O coordenador-geral de políticas para quilombolas Rozembergue Dias, também falou sobre a Política Nacional de Gestão Territorial Ambiental Quilombola.

Quilombos Urbanos

A existência de políticas que atendam comunidades quilombolas no campo e na cidade foi uma das reivindicações. “Para nós, quilombo é território de acolhimento da população preta que ali resiste, seja rural ou seja urbano”. Makota Kidoiale, do quilombo Manzo.

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O papel das comunidades na preservação do meio ambiente também foi lembrado por Mametu Muiandê, liderança do quilombo Manzo. “Aquela mata, aquela água clara que cura muita coisa é tirada ali, e a gente dentro do quilombo, não é o meu quilombo. É o nosso quilombo. Tudo ali é para todo mundo. Nem sempre temos muito, mas o que temos, tem para todos.”

As demandas apresentadas no encontro serão acompanhadas pela Coordenação de Políticas para Quilombolas.


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