A mostra de conteúdos artísticos e culturais “Quilombo Groove – Preces, Louvores e Batuques”, da Cia. Ói Nóiz Akí, acontece no período de 21 a 27 de agosto, na Maloca da Tia Chiquinha, Quilombo do Curiaú, zona rural de Macapá, estado do Amapá.

Grupo Raízes do Bolão Foto: Reprodução

Quilombo Groove foi selecionado por Natura Musical, no Edital de 2022, ao lado de nomes como Brisa Flow, Stefanie, Canto Sagrados Kariri-Xocó, Festival Latinidades, Circuito Manacaos e Malka Julieta. Ao longo de 18 anos, Natura Musical já ofereceu recursos para mais de 600 projetos, entre nomes consagrados como Emicida, Russo e Antônio Carlos e Jocafi, Dona Onete e João Donato; artistas em ascensão como Linn da Quebrada, Rico Dalasam; e projetos de registro e fomento de cenas, como Os Tincoãs e Mostra Pankararu de Música.

A programação de sete dias é totalmente gratuita e promove um mergulho nas tradições quilombolas com a realização de vivências sobre o Batuque e o Marabaixo, contação de histórias com a escritora e poeta, Mestra Esmeraldina dos Santos, oficina de percussão, rodas de conversas, degustação de gengibirra, intercâmbio com músicos e pesquisadores locais e encerramento com uma sequência de shows musicais, enfatizando a música popular, tradicional e identitária do local, intitulado Preces, Louvores e Batuques.

O projeto tem como protagonista o Grupo Raízes do Bolão, legítimo representante do Quilombo do Curiaú, e a fim de engrandecê-lo, trará para o palco, na condição de convidados para shows gratuitos, a cantora Brenda Melo, o cantor Paulo Bastos e, a também quilombola, Banda Afro Brasil.

A programação conta ainda com a exposição fotográfica do cenógrafo e artista visual Paulo Rocha, que com talento e sensibilidade, registrou ao longo dos últimos anos, festas religiosas e profanas, onde o Batuque e o Marabaixo, através de suas preces, louvores e batuques, evidenciam o jeito de ser do povo da daqui. “A ideia é que a sociedade possa vivenciar o Quilombo do Curiaú.

E para isso, trabalhamos em um formato, onde será possível, por exemplo, acompanhar o processo de produção de gengibirra ou a confecção de instrumentos musicais utilizados nas festas de Batuque e Marabaixo, nas casas de seus moradores. Estes conhecimentos, perdidos no espaço-tempo, os olhares atentos e curiosos, serão registrados em áudios, fotos e vídeos, e serão convertidos em um documentário de finalização do projeto”, destaca Claudio Silva, produtor executivo da Ói Nóiz Akí.


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