O Museu da Imagem do Som, no Jardim Europa, em São Paulo, inaugurou a exposição “B.B. King: Um Mundo Melhor em Algum Lugar”, nesta semana. A mostra exibe todos os caminhos que o guitarrista e cantor teve que enfrentar para se tornar um dos maiores artistas de Blues do mundo.

WhatsApp Image 2023-07-27 at 16.10.12
B.B King Foto: Reprodução

B.B. King, nascido no Missisipi, nos Estados Unidos, em 16 de setembro de 1925,  teve uma carreira de sucesso de quase sessenta anos e gravou mais de cinquenta discos. Entre seus hits estão: “Three O’Clock Blues” e “Please Love Me”. Ao se deparar com a exposição, é possível dar conta da brilhante trajetória que ele trilhou, sendo influencia para Jimi Hendriz e Carlos Santana.

Logo na entrada, o visitante se depara com duas portas, que retratam de forma até desconfortável, como foi a segregação racial nos Estado Unidos, por volta dos anos 1920. Uma das portas carrega a frase: “De Cor”, com a cor preta. Já a outra, leva a palavra “Branco”.  Nesta época, no país, pessoas negras não frequentavam os mesmos lugares que pessoas brancas. 

Ao entrar na porta para as “pessoas de cor”, é possível notar um local quente, com uma luz vermelha, fazendo uma referência a escravos nas lavouras de algodão. O espaço chega a ser um pouco desconcertante para pessoas negras, principalmente, porque o racismo já é algo que temos que lidar no nosso dia a dia. 

WhatsApp Image 2023-07-27 at 16.10.13
Foto: Reprodução

A exposição também cita o livro Green Book, que era usado por pessoas pretas para que elas soubessem os lugares que poderiam entrar e os que seriam proibidas de frequentar nos Estados Unidos. André Sturm, diretor do MIS, retratou que decidiu falar um pouco sobre o livro, cruzando com a vida de B.B. King.

Anúncios

 Ao adentrar a exposição, finalmente conseguimos observar um pouco mais sobre a carreira brilhante do mestre. Algumas peças como guitarras e jaquetas, que foram usadas por King, emocionam e nos dão conta do artista incrível que ele foi. 

O Rei do Blues também foi um cara que se preocupava com causas sociais. O homem chegou a fazer shows em prisões nos EUA. Em algumas fotos expostas, é possível observar o artista em meio a presidiários, que apresentavam um lindo sorriso durante o show de King.

A medida em que a exposição ganha cores e vida, é possível também apreciar um pouco da boa música que o Rei produzia. O visitante tem a chance de imergir no som através de um espaço isolado, que toca os maiores hits da carreira de B.B. 

Não a toa, durante a sua carreira, ele foi premiado com nada mais, nada menos do que quinze Grammys. Um desses, é possível observar de pertinho, dentre outros prêmios que ele conquistou.

A exposição acontece no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Av. Europa, 158, Jardim Europa, até dia 8 de outubro.

De terças a sextas, das 10h às 19h. Aos sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h. Ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Às terças, a visitação é gratuita. 


Descubra mais sobre Cultura Preta

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Anúncios