O Museu da Imagem do Som, no Jardim Europa, em São Paulo, inaugurou a exposição “B.B. King: Um Mundo Melhor em Algum Lugar”, nesta semana. A mostra exibe todos os caminhos que o guitarrista e cantor teve que enfrentar para se tornar um dos maiores artistas de Blues do mundo.


B.B. King, nascido no Missisipi, nos Estados Unidos, em 16 de setembro de 1925, teve uma carreira de sucesso de quase sessenta anos e gravou mais de cinquenta discos. Entre seus hits estão: “Three O’Clock Blues” e “Please Love Me”. Ao se deparar com a exposição, é possível dar conta da brilhante trajetória que ele trilhou, sendo influencia para Jimi Hendriz e Carlos Santana.
Logo na entrada, o visitante se depara com duas portas, que retratam de forma até desconfortável, como foi a segregação racial nos Estado Unidos, por volta dos anos 1920. Uma das portas carrega a frase: “De Cor”, com a cor preta. Já a outra, leva a palavra “Branco”. Nesta época, no país, pessoas negras não frequentavam os mesmos lugares que pessoas brancas.
Ao entrar na porta para as “pessoas de cor”, é possível notar um local quente, com uma luz vermelha, fazendo uma referência a escravos nas lavouras de algodão. O espaço chega a ser um pouco desconcertante para pessoas negras, principalmente, porque o racismo já é algo que temos que lidar no nosso dia a dia.

A exposição também cita o livro Green Book, que era usado por pessoas pretas para que elas soubessem os lugares que poderiam entrar e os que seriam proibidas de frequentar nos Estados Unidos. André Sturm, diretor do MIS, retratou que decidiu falar um pouco sobre o livro, cruzando com a vida de B.B. King.
Ao adentrar a exposição, finalmente conseguimos observar um pouco mais sobre a carreira brilhante do mestre. Algumas peças como guitarras e jaquetas, que foram usadas por King, emocionam e nos dão conta do artista incrível que ele foi.
O Rei do Blues também foi um cara que se preocupava com causas sociais. O homem chegou a fazer shows em prisões nos EUA. Em algumas fotos expostas, é possível observar o artista em meio a presidiários, que apresentavam um lindo sorriso durante o show de King.


A medida em que a exposição ganha cores e vida, é possível também apreciar um pouco da boa música que o Rei produzia. O visitante tem a chance de imergir no som através de um espaço isolado, que toca os maiores hits da carreira de B.B.

Não a toa, durante a sua carreira, ele foi premiado com nada mais, nada menos do que quinze Grammys. Um desses, é possível observar de pertinho, dentre outros prêmios que ele conquistou.


A exposição acontece no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Av. Europa, 158, Jardim Europa, até dia 8 de outubro.
De terças a sextas, das 10h às 19h. Aos sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h. Ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Às terças, a visitação é gratuita.




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