Após o lançamento lançamento de “Sereia”, seu novo single em parceria com Pabllo Vittar, em que mergulha nas profundezas do mar, Lia Clark encontra um ponto de conexão com o live-action do clássico conto da Disney, “A Pequena Sereia”. O longa-metragem, que apresenta Halle Bailey, uma atriz preta como protagonista, gerou debates e reflexões sobre representatividade. Em exclusividade, a drag queen também preta, compartilha suas perspectivas sobre a importância da representatividade e os paralelos entre sua arte e o papel da artista no filme.


Para Lia, só o fato de ser uma drag preta que luta para transmitir sua música já cria uma conexão natural com a atriz, uma vez que ambas enfrentam críticas e são observadas com maior rigor.
“Eu e ela, recebemos críticas e um olhar mais minucioso e clínico, devido ao racismo, seja estrutural ou não, que permeia a sociedade e está na cabeça de todos nós, que estamos constantemente em processo de desconstrução. Não temos muitas princesas pretas, nem drag queens cantoras pretas que estejam atingindo locais de grande alcance e representatividade”, afirma.

A falta de princesas pretas nas histórias de princesas e a escassez de drag queens pretas que alcançam espaços de grande visibilidade e representatividade são desafios enfrentados tanto por Lia quanto por outros artistas que exploram diferentes formas de arte.

Hoje, a cantora vê seu trabalho como uma forma de resistência e batalha por mais espaço, uma vez que a interseccionalidade de gênero e raça amplifica os obstáculos a serem superados.
“Estou aqui na linha de frente, junto com todas as outras artistas dentro da drag, buscando conquistar nosso espaço em todos os lugares, seja no funk, na música pop, na televisão ou nos palcos de boate. É uma luta em dobro, né? Então estamos aqui, enfrentando essa batalha”, declara.



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